segunda-feira, janeiro 08, 2007

TLEBS - a contra-petição

A nossa leitora Catarina teve a gentileza de partilhar connosco o endereço de uma carta em género de petição para enviar directamente à senhora Ministra, a favor da TLEBS.

Os proponentes, anónimos, tratam a TLEBS por tu (aliás, por Tlebs, a sigla é para os ignorantes), assumem-se como professores de Língua Portuguesa e de Português que têm "estudado e trabalhado directamente com a Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário, (TLEBS) utilizando-a como referência no trabalho directo em sala de aula, na construção de materiais de apoio sobre conteúdos relativos ao funcionamento da língua, na elaboração de respostas sobre conceitos gramaticais a professores, alunos e outros consulentes, na formação de professores do 1.º ciclo, de professores de Língua Portuguesa do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e de professores de Português do ensino secundário."

Se formos a ver bem, só haverá cerca de 14 professores em Portugal que façam isto tudo, por isso, não é tão anónima assim... Apesar do apelo a que os professores subscrevam e enviem para a Ministra, além dos 14, poucos mais poderão em consciência subscrever uma carta que identifica os seus signatários nestes termos...

A que se deve esta contra-petição? Da ladaínha do costume sobressai o pormenor: a TLEBS permite "descrições mais rigorosas e abrangentes da língua portuguesa, que arrastam mudanças conceptuais e metodológicas fundamentais no ensino do funcionamento da língua". Reparem que estas pessoas não falam do ensino de Português ou de Língua Portuguesa, mas do ensino do funcionamento da língua... Já estão a ver quem são estes cromos?

Depois, os iluminados proponentes tendo em conta a possibilidade do cenário da revogação da TLEBS se concretizar, apresentam à Ministra as 10 consequências que daí poderiam advir (serão estas as 10 razões anunciadas no exórdio, com 6 das quais teríamos de concordar claramente para poder assinar? Por que não estão numeradas? Afinal são consequências ou razões?! Estes linguistas estão muito à frente...):

• A revogação instalaria, de forma legal, a desorientação conceptual e metodológica nos professores do 1.º ciclo e das disciplinas de Língua Portuguesa e de Português, únicos profissionais que, em Portugal, ensinam a disciplina.

  • Tenho dúvidas: "de forma legal" até é bom, porque a "desorientação" já reina com a generalização da TLEBS, assim era uma maneira de legalizar as coisas, tipo como o abordo ou as drogas leves... Ou será um brasileirismo, tipo "na boa", "tudo legal"?

A revogação implicaria a destruição de um trabalho que é composto por uma lista de termos e por uma base de dados. Ao revogar-se a lista, a base de dados, que pode constituir valioso instrumento de trabalho, deixaria de ter suporte legal.

  • Tenho dúvidas: a revogação implicaria a destruição da base de dados, tipo explosões e tudo? É pena, porque até acho que eles podiam continuar a brincar com ela, nos seus tempos livres. Ou eles têm medo por deixar de ser legal e não querem ir presos por mexer nela depois de revogada?

A revogação implicaria aceitar a generalização de que a Tlebs não presta, no seu conjunto, a partir dos casos particulares que todos, incluindo autores, aceitam que sejam reformulados na base de dados e na lista de termos.

  • Tenho dúvidas: é que me deve ter escapado o artigo (deve ter saído em revista científica da APL, que pornografia não entra cá em casa) com os termos que "os autores aceitam que sejam reformulados"...

• Da revogação, pressupor-se-ia que os professores não têm capacidade para, conhecendo explicações sofisticadas, conseguirem transmitir aos alunos o entusiasmo pelo funcionamento da língua.

  • Tenho dúvidas: então as explicações sobre linguística que aprendi na Faculdade há alguns anos não eram "sofisticadas"?! (Quero o dinheiro das propinas de volta!) E não consegui à mesma transmitir "entusiasmo pelo funcionamento da língua" (não é pelo português nem pela língua portuguesa, entenda-se)?

• A revogação implicaria desperdícios muito elevados, humanos e materiais, em trabalho e empenhamento.

  • Tenho dúvidas: então o director-geral da DGIDC, Luís Capucha, não veio há dias dizer que não houve ainda formação suficiente para todos os professores? Aproveitava-se para poupar no que falta gastar. Ou será que o que os preocupa é o desperdício do seu "trabalho e empenhamento" em sacar mais uns cobres a dar formação e coisas tais? Ou será que o presidente da APL, João Costa, está a fazer a revisão da TLEBS à borla?

• A revogação alimentaria o erro de se considerar que, em educação, é pela destruição que se resolvem as coisas.

  • Tenho dúvidas: então não significaria que, em democracia, os cidadãos podem ter por vezes mais poder que as corporações, sejam de mafiosos, sejam de linguistas?

Bom, lamentavelmente, tenho dúvidas em pelo menos 6 das 10 razões e não poderei subscrever a carta. Pode ser que amanhã...

8 comentários:

Anónimo disse...

Mas quem é o anónimo autor deste blog que tem tantos problemas com a APL? Teremos aqui mais uma guerrinha pessoal ao bom estilo da academia portuguesa?
O desrespeito com que pessoas sérias são tratadas neste blog é gritante. Pensar que isto é feito com alunos... Será mais um produto do eduquês?

Eu assinei a carta e não devo estar nas contas das 14 pessoas não anónimas. Já o autor deste blog, refugiado no anonimato, dispara contra tudo e todos, fazendo acusações e mostrando imaturidade e incapacidade de argumentação.

E porque embirro com medos de esconder identidade:
Luísa Maria Gonçalves Rebelo Santos - Tomar

Ctrl.Alt.Del disse...

Para quem vem de subscrever uma carta proposta por anónimos e enviá-la à ministra da educação, surpreende-me tanta indignação contra um blog que não é anónimo, utiliza nicks para proteger a privacidade dos seus autores, que não são (nem pretendem vir a ser) figuras públicas, como os visados em alguns posts são. Daí a protecção de privacidade, que não questiona para os autores da carta que subscreveu e enviou à ministra.

Se embirra tanto com "medos de esconder a identidade" (presumo que quisesse dizer medos de REVELAR a identidade) porque simpatizou tanto com o site anónimo onde encontrou a carta? Manifestou lá de forma igualmente veemente o seu repúdio pelo facto de os seus autores estarem "refugiados" no anonimato? Ah, desculpe, esqueci-me que o site em questão não permite comentários, ao contrário deste, onde pôde manifestar publicamente a sua indignação...

Que importa quem sou (quem somos)? Se entrasse num café onde discutíssemos o assunto e nos visse, já não seria anónimo? ficaria mais elucidada sobre quem sou (quem somos)? Ou se visse um nome por baixo do texto? Não nos escondemos, pode sempre encontrar-nos por aqui e indignar-se, que é o que nós também fazemos quando é caso disso... De resto, posso ser um colega do seu trabalho, a sorrir para si na pausa do café, quem sabe?

Já agora, desafio-a a encontrar neste blog uma frase que seja propositadamente ofensiva para o visado. Encontrará ironia, sarcasmo, escárnio, zombaria, mas não ofensas gratuitas, nem mesmo as que abundam por aí em sites e emails contra o alvo mais fácil, a ministra.

Para descanso das suas reservas morais, elucido ainda que este blog não é feito "com alunos", é feito também POR alunos, fora das horas escolares, em escolas diferentes, sem que existam laços educativos directos entre os participantes.

Quanto à incapacidade de argumentação e à imaturidade, face aos "argumentos" apresentados por si no seu comentário puerilmente inflamado, ficamos certamente falados...

baldassare disse...

luisa, tem algum problema em alunos e professores terem o mesmo blogue? É para si tão repugnante professores e alunos juntarem-se para a pluricidade do debate? Acha que um aluno não pode ter opiniões, expressá-las e debatê-las com um professor?

Anónimo disse...

Exactamente por não ser anónima e por conhecer outros não-anónimos, imprimi a carta, assinei-a e enviei-a para o ME.

Indigno-me mesmo com a ofensa gratuita e com as dualidades de critérios num debate que devia ser sério, mas de sério não tem nada. Devem ser os conhecidos limites da interpretação que não me permitem vislumbrar mais do que o insulto a todos os que já assinámos a carta.

A pluralidade devia passar pelo respeito de opiniões contrárias. Indigno-me com a ligeireza com que se argumenta na petição que tem sido tão divulgada. Mas respeito opiniões e por isso não faço blogs a insultar quem a subscreve.

Luísa Santos

Ctrl.Alt.Del disse...

Não cheguei a perceber uma coisa: apesar de conhecer outros professores que assinaram a tal carta, não conhece realmente quem a escreveu ou a publicou na Internet, certo?

E, ao contrário de uma petição do género da que corre contra a TLEBS, onde o nome de quem assina fica visível para todos, o nome dos remetentes da cartinha fica no segredo do confessionário, não é?

O debate não é sério à partida, cara Luísa, releia a entrevista de Luís Capucha ao PÚBLICO, só para exemplificar...

E o respeito pelas opiniões contrárias vê-se no facto de estar a comentar livremente este blogue, sem restrições nem censuras (o que não pode fazer no site da carta...). Respeito a sua opinião, e o seu direito de reenviar uma carta anónima (assinando-a) à ministra, mas isso não quer dizer que não critique essa atitude, num blogue que não foi feito para isso, mas que serve também para isso. Já pensou em começar o seu?

Anónimo disse...

Aproveitando a liberdade de expressão que me concede, aqui ficam a famosa petição e as minhas razões para não a subscrever:

" - A TLEBS (Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário) veio propor toda uma nova terminologia para a Gramática Portuguesa, em moldes experimentais. A experiência visa avaliar a adequação científica e pedagógica dos novos termos e definições linguísticas propostas, usando para tal os alunos como campo de experiência. A TLEBS faz dos alunos dos Ensinos Básico e Secundário cobaias de validação de teorias linguísticas consideradas desajustadas por muitos especialistas em Educação e em Língua e Literatura Portuguesas."

Aconteceu exactamente o mesmo após a publicação da Nomenclatura de 1967. Os alunos não estão a ser cobaias de validação de teorias linguísticas. Tanto quanto sei, uma teoria linguística é validada na própria área. Está a ser testada é a capacidade de se didactizar determinados termos.


"- A TLEBS, definida na Portaria n.º 1488/2004, de 24 de Dezembro, como “experiência pedagógica” foi este ano lectivo de 2006/2007 alargada a todas as escolas do Ensino Básico e secundário - Portaria n.º 1147/2005 de 8 de Novembro."

Falso. A experiência pedagógica foi generalizada. A TLEBS não foi. Cada departamento tem a liberdade de gerir a introdução da TLEBS até à sua generalização.


"- Os alunos abrangidos pela “experiência pedagógica” TLEBS são:
Em 2006/2007 – os alunos do 3º, 5º, 7º, 9º e 12º anos de escolaridade, a nível nacional.
Em 2007/2008 – todos os níveis de escolaridade, do 1º ao 12º ano, ou seja, todas as crianças e jovens portugueses em idade escolar."

Como já sabemos o que é "experiência pedagógica", esta informação torna-se supérflua.

"- Os pais e encarregados de educação não foram chamados a dar a sua autorização para que os seus filhos e educandos integrassem a experiência TLEBS. O Estado Português fez uso abusivo da autorização implícita inerente à frequência da Escolaridade Obrigatória."

Demagogia em estado puro. Se os autores deste texto se tivessem dado ao trabalho de ler a documentação sobre a experiência pedagógica, percebiam que esta é definida como o processo de gestão dos termos por nós. Não me parece que precise de pedir autorização por escrito aos pais dos meus alunos para ir daqui à Faculdade de Letras fazer uma acção de formação que até sou eu que pago...Também não me parece que precise de lhes pedir autorização por escrito para ler uma base de dados...E também não me parece que precise de autorização por escrito para decidir se ensino aos meus alunos como identificar o sujeito em Novembro ou em Janeiro. Mas talvez precise. Desde há alguns anos que os pais mandam na escola. Mandam no funcionamento, mandam na disciplina e agora até querem ser quem decide o que se ensina.

"- O Estado Português permitiu-se introduzir na Escolaridade Obrigatória conteúdos experimentais não validados ou em fase de validação."

Já percebemos que há aqui uma certa confusão entre experiência pedagógica e conteúdo experimental...

"- O Ministério da Educação afirma que a TLEBS não é um conteúdo programático. Contudo os alunos estão a ser avaliados na disciplina de Língua Portuguesa / Português pelo conhecimento que têm da TLEBS, no respeitante ao funcionamento da Língua. Por Lei, apenas os conteúdos programáticos podem ser sujeitos a avaliação."

Acredito neste argumento! Façam queixa dos colegas que fazem perguntas sobre a TLEBS aos alunos. Eu faço avaliação sobre os conteúdos do programa. Agora se há quem faça avaliação sobre a TLEBS, é claro quem está errado.

"- A TLEBS confunde métodos experimentais de ensino com conteúdos experimentais."

Olhe que não... A confusão está na petição.

"- O esforço de aprendizagem que é exigido aos alunos pode ser inconsequente: o Ministério da Educação já admitiu parar ou rever o processo no final deste ano lectivo."

Mas como não admitiu rever os programas, os conteúdos vão ser os mesmos, pelo que o esforço de aprendizagem não é inconsequente.


"- Vários responsáveis do Ministério da Educação já afirmaram publicamente que a TLEBS não é para ser aplicada aos alunos, sendo dirigida apenas aos professores. É do conhecimento geral que inúmeros testes de Português efectuados neste início de ano lectivo nos anos abrangidos, continham perguntas de avaliação – qualitativa e quantitativa – sobre a TLEBS."

Falem com os docentes em causa. Estão em clara desobediência. Para quê culpar o Ministério por uma falha de um colega? Há tanto por onde pegar no Ministério.

"- Uma das linguistas responsáveis pela TLEBS, a Professora Catedrática Maria Helena Mira Mateus, afirmou à Antena 2, em entrevista transmitida no programa Um Certo Olhar, haver termos na TLEBS com os quais “não concorda muito”. A gravação áudio da entrevista está disponível nos arquivos da Rádio Difusão Portuguesa e também em http://www.goear.com/listen.php?v=992ab36 e em http://www.bolt.com/contratlebs/music/TLEBSEntrevista_Maria_Hel/2773513"

Maria Helena Mira Mateus "não concorda"... Daí ao erro vai um pulo imenso!

"- A Associação de Professores de Português é a entidade responsável pela formação de professores no âmbito da TLEBS, acreditada enquanto tal pelo Ministério da Educação."

Falso. Não é.

"- A Associação de Professores de Português, apesar de ser a favor da TLEBS, “não sabe ainda se esta terminologia é a terminologia de que o sistema educativo tem necessidade” e manifestou-se publicamente contra o alargamento da experiência pedagógica a toda a população escolar: “não se pode testar uma vacina da gripe inoculando toda a população”, foram palavras do seu Presidente."

Mas se se ler o documento da experiência pedagógica, é muito claro que cada escola decide a data da introdução de termos...

"- A formação de professores ainda está em curso. A nova TLEBS está a ser ministrada aos alunos sem que tivesse sido completada a formação dos professores. Os professores estão a ensinar o que ainda não sabem."

A minha formação é contínua. Tenho a certeza de que não sei tudo e que nunca saberei. Por este argumento, suspende-se todo o ensino...

"A Associação de Professores de Português está com dificuldades em conseguir dar formação a todos os professores, atempadamente."

Mas como a APP não é a entidade para o efeito... há mais oferta por aí.

"- Os alunos de 12º ano, depois de 11 anos a aprenderem Gramática Portuguesa fazendo uso da terminologia tradicional, vão ser avaliados, já este ano, pelo conhecimento que têm da Gramática Portuguesa segundo a nova TLEBS. Os exames de 12º ditam o acesso à Universidade. Há um futuro em jogo. Há um passado de estudo, esforço e trabalho que é deitado ao lixo."

Duvido que seja deitado ao lixo, porque os conteúdos dos programas são os mesmos. As mudanças verdadeiras são pontuais: algumas nas funções sintácticas, algumas nas classes de palavras, muitas na morfologia. Mas como o programa do 12º só inclui pragmática e semântica, se calhar o problema não é real.


"- Ninguém parece saber verdadeiramente o que é a TLEBS."

É a Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário.

"E no entanto…
Os alunos são obrigados a aprender a TLEBS e estão a ser avaliados pelo que sabem da TLEBS;"

Já foi dito.

"Os professores não têm uma posição comum e há situações reportadas de professores que declaram, em sala de aula, não concordar com a terminologia proposta pela TLEBS;"

Pois é. Eu também não concordo com o ECD, mas não gasto tempo de aula a declarar aos meus alunos as minhas convicções. Não é para isso que me pagam.

Já agora... Quando uma carta é assinada, deixa de ser anónima!

Beijinhos (como diz, quem sabe se não estamos agora lado a lado no CRE da minha escola)
Luísa

rendadebilros disse...

Boa análise!
Eu estou a ver que muita gente anda a fzer uma grande confusão... ainda nem leram o esclarecimento da DGIDC no seu ponto 5. e transcrevo «A DGIDC colocou na sua página, em Setembro de 2006, o documento
“Princípios e Sugestões para a Experiência Pedagógica da TLEBS” onde se diz
que “as escolas, no quadro da sua autonomia, decidem da modalidade de
aplicação da experiência”, o que inclui a escolha do momento. Note-se que a
Terminologia, como sempre foi dito, é um instrumento para utilização pelos
professores, e não para administração directa aos alunos, aspecto que se
clarifica com as medidas de revisão e didactização que foram anunciadas.»

Anónimo disse...

Já li muito sobre a dita TLEBS e tenho incentivado vários colegas ao mesmo. Contudo, continuo com uma dúvida (talvez já quase existencial): se a famosa lista não é para administração directa aos alunos (e não será, pois o programa, de 1991, não contempla alguns dos seus aspectos), por que "carga de água", enquanto professor, me hei-de preocupar com ela, a terminologia?! Não me venham com questões de actualização científica, que partes da listagem mais parecem uma “masturbação”… Prefiro um bom Alvarinho.
Continuo a crer que a sua (rápida e confusa) implementação só está a interessar a uns quantos que com ela e por ela vão amealhando mais uns cobres, sejam formadores, sejam editores.
Se déssemos (todos) tanta importância aos outros aspectos da Língua Portuguesa como se tem dado (alguns) exclusivamente ao seu funcionamento, esta procissão nem sequer teria saído ao adro.
Anónimo ou não, gostei do comentário aqui expresso.
Também anónimo, mas linguista e professor, por enquanto.