sábado, novembro 18, 2006

Portáteis nas escolas?!

O Ministério da Educação, através do CRIE (Equipa de Missão Computadores, Redes e Internet na Escola) promoveu um concurso para equipar as escolas com computadores portáteis, para professores (10 portáteis em média, salve-se quem poder) e para alunos (14 portáteis).

Em 21 de Agosto, foi adjudicado pela DREL (Direcção Regional de Educação de Lisboa) à HP a entrega dos portáteis às escolas, num prazo de 60 dias.

No final de Outubro, algumas escolas receberam os portáteis, outras não. As que receberam, trataram da longa lista de procedimentos iniciais, e puseram-nos a uso. As outras, não. Reclamaram, telefonaram, mandaram email e fazes. Mas nada. Nem um para amostra. Apenas a informação: "houve um pequeno contratempo com a distribuição dos portáteis na região da DREL, o que levou à suspensão temporária da mesma"...

Finalmente resolveu-se o mistério do "pequeno contratempo":

Afinal era para entregar às escolas metade dos portáteis agora, e a outra metade em Janeiro, mas alguém na DREL se enganou na instrução à distribuidora e foram entregues todos os portáteis a metade das escolas! Dá para acreditar?!

Mais genial foi a solução encontrada pela CRIE: chamou todos os coordenadores TIC a Lisboa e explicou-lhes que as escolas que receberam todos os portáteis vão ter de os devolver, para serem dados às escolas que não receberam nada! Afinal tudo está bem quando acaba bem...

Agora, será que alguém podia explicar a estes génios que os portáteis que estão nas escolas que os receberam estão a uso há um mês, a servirem os projectos para que estavam destinados, e que as escolas já se encontram organizadas em função desses recursos tic?! E que as escolas que não receberam também estavam a contar com eles e esta trapalhada complicou (ainda mais) a vida nas escolas?!

Pequeno contratempo... Embalar e devolver... E ninguém se demite?

2 comentários:

Paulo G. disse...

Exacto.
Foi isso que aconteceu na minha (educar.wordpress.com).

bell disse...

A minha escola tem de devolver 12! Ficámos com a promessa de que mais tarde, quando houver dinheiro, os voltarmos a receber.