quarta-feira, novembro 05, 2008
sexta-feira, abril 25, 2008
quarta-feira, abril 02, 2008
Desde segunda-feira
Também ouvi (isto só uma vez) que a turma tinha de ser toda expulsa, pois não tentaram resolver a situação (mesmo que isso fôsse verdade, não sabia que éramos obrigados a ser boas pessoas. nem boas pessoas com tomates...). De referir que essa professora deu como exemplo "se virem um pessoa com mais autoridade a levar - por exemplo um polícia a levar de um gatuno - têm que ir lá ajudá-lo, não é!"
sábado, março 22, 2008
Notícias do Tibete
---------- Mensagem encaminhada ----------
From: MIGUEL SACRAMENTO
To:
Date: Fri, 21 Mar 2008 09:30:06 -0800
Subject: URGENTE - NOTICIAS DO TIBETE
Vimos a maior violência policial que podem imaginar, sobre pessoas desarmadas. Não vimos ninguém morrer, mas sabemos que muitos dos monges com quem estivemos durante todo o dia 10 morreram depois, nesse mesmo dia.
--
Miguel Sacramento
www.historiasdomundo.blogspot
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sábado, março 08, 2008
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
domingo, fevereiro 24, 2008
sábado, fevereiro 09, 2008
(com uns dias de atraso) Tema do Mês de Fevereiro: A Escola e os Valores
A Escola é um veículo de transmissão de valores. São transmitidos por manuais, professores, colegas, funcionários etc...quinta-feira, janeiro 31, 2008
A miragem da cidadania
Quando se diz que a escola vai ganhar “mais autonomia”, quando se diz que a escola vai passar para as mãos da “comunidade” ou da “sociedade civil”, é de desconfiar. É uma maneira muito mais bonita de dizer que se vai pôr as autarquias a mandar nas escolas, ou que se vai desistir da confusão das colocações para passarem a ser os Conselhos directivos a escolher, por candidatura, os professores. E pior ainda: conjugar Câmaras a mandar nas escolas e escolas a escolher os professores. Primeira pergunta das entrevistas aos candidatos a professor: “De quem é que você é filho?”...
Este novo século traz-nos a política das palavras sonantes. A política spin, slogan, a política.net e a política cunha&vaz. Dão-nos imagens bonitas de um Portugal feliz, jovem e com saúde, dão-nos ilusões de grandeza, dão-nos novas fronteiras e novos conceitos.
De isto tudo, o mais perigoso parece ser a transformação de velhos modelos em novos e apelativos conceitos.
Se por “comunidade” querem dizer “autarca”, se por “autonomia” querem dizer “tirar o poder nas escolas à comunidade escolar”, se por “movimento cívico”, querem dizer “falsa democracia, sem partidos”, vão enganar outro, que eu não me contento com miragens.
terça-feira, janeiro 15, 2008
APELO PARA UMA DISCUSSÃO PÚBLICA ALARGADA DO MODELO DE GESTÃO DAS ESCOLAS PÚBLICAS
"Está em período de debate público apenas por um mês o Regime Jurídico de Autonomia, Administração e Gestão dos Estabelecimentos Públicos da Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário.
Não apenas como profissionais da Educação, independentemente de qualquer filiação organizacional, mas também como cidadãos e encarregados de educação atentos, queremos manifestar o nosso desejo de um debate digno e alargado sobre um assunto tão importante como este que não pode ficar circunscrito a gabinetes ou a algumas reuniões longe do escrutínio público de todos os interessados.
Fazemos este apelo porque temos consciência de que estas mudanças terão repercussões profundas na qualidade do ensino ministrado nos estabelecimentos do ensino público e que nem todas essas repercussões se encontram devidamente avaliadas neste momento.
Para além disso, este projecto de alteração do regime jurídico ainda em vigor não se apresenta como resultante de uma necessidade pública, claramente sentida e demonstrada na e pela sociedade civil e comunidades educativas, de reformar o modelo em vigor. Pelo contrário, surge na sequência de uma profusão legislativa que se tem norteado por alguma incoerência entre as intenções manifestadas e as condições concretas existentes no nosso sistema educativo, o que desde logo nos suscita as maiores reservas quanto à sua validade.
Não esqueçamos que:
• No sistema educativo português os alunos têm sido alvo de reformas sobrepostas, mal preparadas e pior implementadas.
• Tais reformas sucedem-se sem serem devidamente avaliados os resultados das reformas anteriores,
• A não avaliação aprofundada de todas as medidas e do seu efeito no sistema leva a que os actores institucionais e a cidadania se interroguem sobre as razões destes sucessivos fracassos.
• Apesar de todas essas reformas, os índices de literacia (global ou funcional) continuam dos mais baixos, enquanto que as taxas de insucesso e de abandono escolar são das mais altas, não apenas em termos europeus, como até mundiais.
• Com um novo modelo de gestão, insuficientemente fundamentado e imposto em nome de uma desejável autonomia e abertura da gestão dos estabelecimentos de ensino às comunidades, corre-se o risco de um agudizar das disfunções que o sistema vem demonstrando, com consequências imprevisíveis não só em termos pedagógicos como da coerência, integridade e solidariedade do sistema público de ensino.
Perante este panorama, que aconselha a maior prudência em novas alterações na arquitectura do sistema público de ensino e perante as incoerências internas do projecto do Ministério da Educação em termos operacionais e a sua aparente inadequação quanto ao quadro legislativo em que se insere, nomeadamente quanto à Lei de Bases do Sistema Educativo, os signatários deste manifesto, reivindicam, por isso, ao Governo e ao Ministério da Educação que:
a) Exista um prazo suplementar de dois meses para discussão da proposta governativa;
b) Se promovam debates públicos em todas as escolas do país, mobilizando as comunidades educativas para a discussão das qualidades e óbices do novo modelo proposto;
c) Se faça a divulgação de todas as análises dos dados estatísticos e outros estudos de departamentos do Ministério da Educação, com especial relevo para a Inspecção Escolar relativos ao desempenho das Escolas em matéria de gestão que justificam a necessidade de mudança do modelo existente.
Apelamos ainda a que todos os intervenientes das comunidades educativas (alunos, encarregados de educação, docentes, funcionários não docentes, autarquias) se mobilizem para uma discussão alargada da Escola Pública.
Só com o activo envolvimento de todos na preparação de reformas com esta dimensão e impacto numa área crítica como a Educação é possível garantir que a mudança se transformará em algo positivo e não meramente instrumental.
Os órgãos de gestão das escolas e os Centros de Formação estarão, naturalmente, vocacionados para organizar e dinamizar este debate.
Os autores deste manifesto reiteram que não representam quaisquer organizações socio-profissionais de professores ou profissionais de educação actualmente existentes ou em processo de formação, sejam elas de natureza sindical, profissional, científico-profissional ou outra. Desejam afirmar, porém, que as organizações acima referidas são organizações da sociedade civil com legitimidade própria para se pronunciarem sobre as questões respeitantes ao sistema de ensino e à governação das escolas;
Deste modo, num contexto em que o poder político afirma a necessidade de envolver a sociedade civil na governação das escolas, a eventual limitação da intervenção no debate destas organizações e/ou movimentos independentes constituídos especificamente para este efeito, comprometerá gravemente a legitimidade dessa governação e das políticas que a determinam, gerando inevitavelmente fenómenos de inércia na sua aplicação, em grande parte resultantes da forma como a informação e o debate (não) se realizaram."
ASSINAR A PETIÇÃO
domingo, janeiro 06, 2008
Luiz Pacheco (1925-2008)
O coro dos cornudos,
acompanhado por São Pedro em surdina,
entoa a moralidade, após ter limpado as últimas lagrimetas
e suspirando como só os cornudos sabem
XX
Mulher não queiras sabida
nem com vício desusado,
que podes perder a vida
na estafa de dar ao rabo.
XXI
Escolhe donzela discreta
com os três no seu lugar.
Examina-lhe bem a greta,
não te vá ela enganar...
XXII
E depois de veres o bicho
e as maneiras que tem
a funcionar a capricho,
já sabes se te convém.
XXIII
Mulher calma, é estimá-la
como a santa no altar.
Cabra douda, é rifá-la...
- Que não venhas cá parar.
XXIV
Este conselho te dão,
e não te levam dinheiro...
os cornudos que aqui estão
com São Pedro hospitaleiro.
XXV
Invejosos quase todos
dos conos que o mundo guarda.
Fazem mais um bocado de lamentação.
(Nota do autor: «Quase», porque entretanto brincavam uns com os outros.
«Rabolices!» )
Mas se fornicas a rodos
tua vinda aqui não tarda!
Recomeça a moralidade,
estilo estão verdes, não prestam. Alguns bêbados,
cornudos despeitados ou amargurados.
Vozes pastosas. Deve ler-se: viiinho... velhiiinho...
XXVI
Melhor que a mulher é o vinho
que faz esquecer a mulher...
que faz dum amor já velhinho
ressurgir novo prazer.
Finale, muito católico
XXVII
Assim termina o lamento
pois recordar é sofrer.
Ama e fode. É bom sustento!
E por nós reza um pater.
Luiz Pacheco, Coro de escánio e lamentações dos cornudos em volta de são pedro
in "Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica"
Selecção, prefácio e notas de Natália Correia
Antígona/frenesi, 1999
sábado, dezembro 01, 2007
quarta-feira, outubro 31, 2007
Respeito pelas minorias/ Tolerância
Mas, além de ser uma forma de governar onde a maioria manda, é um tipo de sociedade onde há que haver respeito pelas minorias. Pelas minorias políticas, étnicas, religiosas, etc...
Perguntar "Como educar para a Democracia" sem perguntar "Como educar para o respeito por todos (minorias incluídas)?", não faz muito sentido. Desenvolvo agora o último texto relaccionado com o Tema do Mês de Outubro:
- Respeito pelas minorias/Tolerância
A equidade opõe-se à igualdade, ou melhor, completa a igualdade. Os teóricos da igualdade defendem que as oportunidades/recursos etc... devem ser (re)distribuídos igualmente por todos, independentemente das suas condições. A equidade propõe que esta (re)distribuição seja feita segundo as necessidades de cada um. Por exemplo: o estado recolhe os impostos, e ao destribuí-los (1) atribui a mesma distribuição a todos os cidadãos ou (2) atribui mais a cidadãos com mais dificuldades (por exemplo, deficientes, pessoas com menos recursos, famílias numerosas...). O modelo 1 segue a igualdade, o modelo 2 segue a equidade. O mesmo se passa na recolha de impostos. Porque é que os deficientes têm (tínham...) reduções no IRS? Porque, como têm mais necessidade e mais despesas (recorrentes da sua condição), o estado aplica (aplicava...) o princípio da equidade.
Mas atenção: há casos onde o mais justo é a igualdade, e não a equidade. Por exemplo, no direito de voto.
No respeito pelas minorias, a equidade é muito importante. Como, em Democracia, é a maioria que escolhe quem faz as leis (logo, as leis serão feitas para agradar a essa maioria), as minorias ficam numa situação de desvantagem. E essa desvantagem é normal, consequência da maioria ter (felizmente) o poder. Neste caso, há pouco a fazer em termos de equidade...
No caso da avaliação escolar, há muito a fazer. Concordo com os apoios especiais para alunos imigrantes. E concordo com testes diferentes para os que vão a esses apoios. (Os que não vão aos apoios especiais, não podem exigir um teste especial...)
Quando digo testes diferentes, não digo testes mais fáceis. Digo testes onde seja menos avaliada a forma de apresentar as respostas, e mais o conteúdo. Por exemplo, num teste de história, uma boa parte da cotação vai para a maneira como é redigida a resposta. Num teste especial para imigrantes, essa componente poderia ser muito menos cotada. Nos testes de Português, por exemplo, não haver composição, ou esta ser avaliada de uma maneira diferente. No teste de matemática, não apostar em problemas que abordam matéria de outros anos, se o imigrante nunca deu essa matéria (isto tinha de ser adaptado ao aluno, claro...).
Como já disse em outros posts, sou pela realização de exames nacionais, pois são uma maneira objectiva de avaliar a parte objectiva dos conhecimentos. Aqui, talvez seja injusto fazer-se exames especiais para imigrantes. Porque nos exames, os alunos competem directamente para terem médias que os permitam entrar no curso que querem. Um aluno entrar só por causa do exame especial e outro, que até podia ter capacidades, não entrar, é injusto. Porque a universidade é um local onde se está por mérito e onde se tem de se ter já algum domínio da língua. Um imigrante que entre sem saber falar bem português, não se aguenta muito tempo.
Para além da avaliação: acabar com o pouco que ainda há de racismo e xenofobia. Na Formação Cívica, em campanhas de sensibilização, em semanas culturais, para mostrar que todos os Homens são iguais e que viver numa sociedade multicultural (intercultural...) é uma alegria. Permitir divergências de opinião em todos os assuntos, e aqui incluo as minorias políticas e religiosas.
Para uma sociedade onde se respeitam todos, tem que se começar por algum lado: pela Escola.
segunda-feira, outubro 08, 2007
Direitos do Cidadão
No último post sobre este assunto, falei da Liberdade de Expressão e de como ensiná-la na Escola, com neutralidade e respeito por todas as opiniões. Aliás, a única maneira de ensinar a liberdade de expressão é com neutralidade e respeito por todas as opiniões...
A liberdade de expressão é um direito, que custou muito a ser adquirido e que, pelos vistos, ainda não foi adquirido dentro da escola.
Hoje vou falar de outros direitos. Os direitos do cidadão são uma parte fundamental da democracia. Se é verdade que a sociedade não consegue sobreviver sem os deveres individuais, é certo que sem os direitos, essa sociedade nunca será democrática.
- Direitos do Cidadão.
O Aluno é, antes que mais nada, um cidadão. Um futuro cidadão, se quisermos. Mas o Aluno só pode tornar-se um bom cidadão se, desde cedo, for tratado com os direitos dos cidadãos. Tem que sabê-los, tem que saber os seus limites e tem que exigí-los.
Conhecer os direitos é fundamental. Se a Escola não ensina os direitos dos alunos, como é que eles podem, no futuro, exigí-los? E aplicá-los aos outros? E se não souberem que o meu direito acaba onde começa o direito do outro, como vão saber o que podem e não podem fazer?
A Escola tem que, de uma vez por todas, assimilar duas palavras: Formação Cívica. No Ensino Básico, tem de deixar de ser uma espécie de "Espaço Direcção de Turma" onde se fala de tudo menos de civismo e direitos. No secundário, e visto que a maioria dos alunos têm menos de 18 anos (ainda não são cidadãos), é urgente criar esta disciplina e encará-la de uma forma séria. A longo prazo com professores especializados em Formação Cívica. Por enquanto, um curso de formação já remediava...
A Formação Cívica deve cumprir o que o próprio nome da disciplina promete: formar cidadãos. E um cidadão aos 15 anos não está formado! A FC tem de ser encarada muito a sério, para que seja um espaço de aprendizagem, debate e contacto entre escola e aluno.
Educar para a democracia pode parecer abstracto e complicado. Ensinar os direitos do cidadão é fácil e objectivo: dizer quais são os direitos, explicar os seus limites, fazer verdadeira formação cívica.
O mais difícil é aplicá-los dentro da Escola. A Escola, assumamos, não é (nem pode ser, dizem alguns) um sistema democrático. (também se dizia que a sociedade nunca funcionaria havendo democracia... era uma utopia...)
A Escola pode ser um sistema democrático, se os valores democráticos entrarem na Escola. (Actualmente, nem com cartão os deixam entrar...). Porque a função principal da Escola é formar cidadãos, que vão constituir a sociedade do futuro. Esses cidadãos têm de ter conhecimentos de Língua Portuguesa, claro. Têm de conhecer a História e a Geografia de Portugal e do mundo. Têm de ser estimulados ao raciocínio matemático. Têm de se especializar numa área, para que possam um dia trabalhar nisso. E, sendo cidadãos, têm de saber as regras da democracia e da vida em sociedade.
Se os cidadãos são o centro da sociedade, os alunos são o centro da Escola. Ou deviam ser. A Escola só existe porque existem alunos e devia trabalhar focada nos interesses presentes e futuros do aluno. Mais liberdade e tempo livre para os alunos (para que possam aplicar os direitos e deveres), menos hierarquia entre professores e alunos, eleição democrática dos representantes dos alunos (com alguma expressão na Assembleia de Escola...), liberdade de escolha da escola onde querem estudar (num sistema de vagas, em que o critério são as capacidades, e não a zona ou região do país). E sobretudo uma mudança de mentalidade, de professores e alunos, em relação ao papel do Aluno e do Professor na Escola.
Portanto, e resumindo:
1. Aprender os direitos: Formação Cívica a sério
2. Aplicar e aprender a vida em sociedade: Educação centrada no Aluno.
Dois passos importantíssimos para a democratização da Escola/Sociedade na sua estrutura e valores.
sábado, outubro 06, 2007
quinta-feira, setembro 27, 2007
Máfia
(via Arrastão)
Nojo. Como é que querem que os jovens se interessem pela política e pela democracia, com notícias como esta.
A quantidade de tachos, negócios obscuros, corrupção e mentira existente na política mostra aquilo que o poder é: uma máfia.
Quando um gestor de uma grande empresa "sacrifica-se" para ir para uma posição governativa a ganhar muito menos, é óbvio que vai roubar. Ou então, vai procurar servir o povo que o elegeu. Bah! Claro que vai roubar!
Por isso, não me venham falar em "Geração Rasca", em desinteresse da juventude pela política, em rebeldes sem causa. Nós somos espectadores da decadência política em Portugal e no mundo. Não fossem os blogues, e não haveriam debates ideológicos. As causas, as lutas, a democracia morreram e a culpa é dos que as usaram para proveito pessoal.
E Sam The Kid que o diga, que o diz muito bem:
segunda-feira, setembro 24, 2007
3º Passo do Plano Tecnológico para a Educação:
quinta-feira, setembro 13, 2007
Propaganda Socialista (2)

Como diz Vital Moreira e muito bem, devia ser impossível uma imagem destas num país constitucionalmente laico.
Uma das coisas de que me orgulho enquanto português é de Portugal ser um dos dois países da Europa Ocidental (UE-15, pelo menos) que não reconhecem nenhuma religião ou influência religiosa na constituição nacional. (O outro país é a França).
Há estados, como o Reino Unido, em que o chefe de estado é também chefe de uma religião nacional, neste caso a Igreja Anglicana. Há outros estados que dão à ICAR o estatuto de Religião Nacional, outros reconhecem uma origem judaico-cristã. Portugal é laico, ou seja, não existe nenhuma religião favorecida ou reconhecida como "nacional". Há liberdade religiosa, mas o Estado é neutro. Este é um princípio fundamental de um Estado republicano e baseado na liberdade individual.
Lembro-me quando estava na Escola Primária, onde havia um crucifixo em cima do quadro, sei que existem escolas onde há a benção das pastas, mas isso ainda é remotamente tolerável, pois parte de um hábito, de uma tradição inofensiva. O grave é quando isto acontece num acto propagandista de um Governo, na presença do PM e de uma Ministra.
Os valores que a Escola deve incutir são os valores da República, da tolerância, da igualdade, da liberdade de escolha e de credo. Os valores de uma instituição religiosa devem ser incutidos pela instituição religiosa aos seus fiéis. O primeiro a cumprir a lei devia ser o Estado e os que foram eleitos para o governar.
P.S.: Se este tipo de propaganda, com uma autêntica Revolução cultural (tecnológica) pelo país, parecia digna deste, digamos que com esta imagem, já se parece mais com o "Marxismo-Leninismo Cristão" deste. E dizem que ele é de direita...
segunda-feira, setembro 10, 2007
Edução sexual para quê?
Homens e mulheres continuam a reagir como na pré-história quando escolhem parceiros
:: 2007-09-04
| Estudo revela estranho caso em que se mudam os tempos mas não se mudam as vontades |
O estudo, publicado esta semana no Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), o jornal da Academia norte-americana das Ciências, salienta que esta fórmula serviu para os seres humanos ao longo dos anos e é também o modelo de escolha de parceiros usado pela maioria dos mamíferos.