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segunda-feira, abril 28, 2008

"Lideranças fortes"

Repare-se que o ME não se refere à eficácia ou à qualidade das lideranças. Não: uma liderança tem de ser forte. Isto pode parecer só uma diferença de maneira de dizer, mas não é. Isto incentiva o pequeno poder (o conselho executivo, o conselho geral, os professores titulares...) a exercerem prepotentemente o seu pequeno poder. Isso já está a acontecer em muitas escolas, e com a pessoalização das listas para o Conselho Directivo, acreditem que vai aumentar.

Este espírito da "liderança forte" tem sido aquilo que o governo e particularmente o ME têm andado a pregar. A imagem de "coragem" (no sentido de fazer tudo contra todos), a recusa em se admitir um recuo, o "quem manda aqui sou eu", têm sido imagens associadas a qualidades e não a defeitos. Têm sido exemplos para aplicar nas escolas.

O caminho que foi traçado para a Escola foi este: fim da eleição democrática dos órgãos da escola, pessoalização dos mesmos, para que sejam nomeados pelo poder central, exclusão dos alunos de qualquer influência (ainda que simbólica) nos assuntos da escola, diferentes carreiras para os professores, repressão da actividade sindical (para os professores) e associativa (para os alunos).

Tudo começa por dar mais poder ao pequeno poder, para que este comece a habituar professores e alunos para o que aí vem. A estratégia é boa, e parece estar a resultar.

Para contrariar, fiquem com o descurso de José Soeiro (BE) na comemoração do 25 de Abril.
Parte 1
Parte 2

quinta-feira, setembro 20, 2007

Inicio das Aulas

Ah, de volta ! Que bem que sabe !

Hoje ouvi um comentário que me descreve tão bem ! " Ah, eu até tinha saudades da escola mas agora já fiz "N" testes de diagnóstico , fiquei com aquele stôr que é muita mau, tenho o "nao-sei-quantos na turma .. Inda falta quanto pó Natal ? ! "

Já não me lembrava do sabor da comida da escola ! E eu que tinha a certeza de que era inesquecivel ! Mesmo bom , hein ?

Descobri que fiquei com a minha professora de matemática .. ( Nem tudo pode ser bom ) E que mudei de professor de Química ( Alguma coisinha boa por aí ? Nao ? )

Mudei de DT ( Aaaah, bom ) e de professsor para professora de Inglês ( Aaaaargh ! )

E finalmente há sumos de laranja de copo !

Enfim ..




Nota: Mesmo desgosto , baldassare ..

domingo, setembro 16, 2007

Início do ano lectivo

Amanhã todos tomamos posse. Os professores juram solenemente cumprir o programa, preparar os alunos e ajudar a formar futuros bons cidadãos. Os alunos juram solenemente esforçar-se para ter bons resultados, e claro, divertirem-se.

O dia de início do ano lectivo é uma época de stress, quer para os alunos, quer para os professores. É uma altura do ano que eu acho muito bonita (esta frase...). Todos prometem esforçar-se e ninguém entra com baixas espectativas. Ninguém, ainda, está chumbado. Uns partem mais à frente que outros, mas todos acreditam que vão chegar à meta.
Além disso, é uma altura do ano em que uma parte dos alunos não se conhecem. Criam-se amizades, inemizades, e pior que tudo, indiferênças. Até na relação professor-aluno existe este tipo de experiência. Não sabemos se o professor que acabámos de conhecer é bom, nem ele sabe se nós somos bons. É aqui que acaba a beleza do início de ano: nos testes de diagnóstico.
A maior parte das vezes ninguém estuda para estes testes, pois "não contam para a nota". Na verdade, penso que contam muitíssimo na nota. São os mais importantes do ano. A partir daqui, os professores já têm uma ideia de quem são os bons alunos, os alunos normais e os que possivelmente vão chumbar.

Portanto um conselho para todos os alunos (e também para mim mesmo...): estudem muito para os diagnósticos, esforcem-se nas primeiras semanas, que já vão muito mais à vontade para o resto do ano. É injusto e é triste, mas dificilmente um professor muda a primeira opinião que tem de um aluno. Nós também não a mudamos, mas nós não avaliamos os professores... nem somos pagos...

Desejo sorte para todos, sobretudo para mim.

P.S.- Amanhã começo com Educação Física às 8:30 da madrugada. Achei que tinha que partilhar isto com o mundo. Por uma vez na vida, espero que seja aula teórica...
P.S.2- O tag "Violência nas Escolas" foi colocado propositadamente...

quinta-feira, julho 05, 2007

Teuria dus Numarus - O caso do professor Juvenal!

O professor Juvenal lecciona aulas de Contabilidade e Administração no ensino Secundário.
É um professor feliz, nos dias em que não anda infeliz...que são muitos...pelo menos ultimamente!
O Professor Juvenal lecciona (se calhar seria mesmo melhor dizer "dá aulas"...últimamente estas têm estado em época de saldos...) na Escola da Porcalhota de Baixo (obviamente que não posso dizer os nomes "à séria", senão inda levo cum proceso!), mas está lá porque tinha horário zero na Escola da Porcalhota de Cima! Até aqui parece uma história normal, certo?
Mas não é lá muito normal! No mínimo...ridicula!!! Não para o Professor Juvenal, claro, mas sim para toda esta rede educacional!
Ora, o Professor Juvenal lá teve que ir para a tal Escola da Porcalhota de Baixo (a falta de horário para ele na Escola da Porcalhota de Cima deve-se a problemas do foro diplomático que envolvem esta escola e a vila onde ela se insere...é muito complicado de explicar...fica para outra altura...outro post...), mas numa altura mais que péssima da vida dele...tinha muito recentemente perdido um familiar muito próximo...e tudo isto acumulado fez-lhe muito mal ao neurónio, como seria de esperar.
Mas mesmo assim, o Professor Juvenal reuniu todas as suas forças e lá foi, estóicamente, durante o primeiro período dar as suas aulas (não vale a pena referir a distância porque provavelmente muitos poderiam dizer "só? eu tenho que percorrer o triplo!"...)...MENTIRA...estoirou em Novembro! Sai um atestado médico de um mês...a juntar as férias do Natal, o Professor Juvenal regressou ao serviço no inicio do segundo período! Mas por pouco tempo...pois...ainda não andava lá muito bem...e...falhou o segundo dia de aulas...estão a ver mais ou menos o que aconteceu?...
A CHEFE DA ESCOLA DA PORCALHOTA DE BAIXO MANDOU LOGO O CASO PARA A JUNTA MÉDICA, lavando dali as suas mãos, como Pôncio Pilates.
E aqui é que começa o âmago desta questão...
A Junta Médica, instituição com o objectivo de ter a última palavra na avaliação psicológica e física do estado de saúde de qualquer professor, só mandou chamar o Professor Juvenal...estão sentados?...no final do segundo período! Mesminho no último dia de aulas! Ou seja, o Professor Juvenal fico em casa 3 meses, aos cuidados dos seus médicos particulares, e amigos.
E lá foi o Professor Juvenal para a Avenida Guerra Junqueiro, para mostrar todos os relatórios psicológicos que atestavam o seu estado de saúde. Quando o Professor Juvenal lá chegou e viu o estado dos "pobrezinhos" que lá estavam à espera (e esta espera era por ordem de chegada...tipo talho!) pensou "de certeza que não estou tão mal como estes infelizes! de certeza que me mandam dar aulas no inicio do terceiro período!". E o Professor, que até já estava melhor do seu neurónio, com vontade de sair de casa...mesmo tratando-se de ter que ir para a Escola da Porcalhota de Baixo..., lá esperou pela sua vez. Quando finalmente é chamado, depara-se com 3 "múmias", não embalsamadas, mas quase em estado de húmificação, que apenas lhe disseram o seguinte "Os seus relatórios?", e o Professor colocou o relatório da psiquiatra em cima da mesa! Mas...falatava a vinheta da psiquiatra! Ora, ser ou não ser eis a questão...branco é galinha o põe...eitar cedo e cedo erguer, tanto bate até que fura...o Profesor Juvenal veio para casa sem o pepel que normalmente dão lá na junta, no qual diz se se está ou não apto a retomar funções!
...vou parar aqui...vou fazer uma pausa...
Pensemos...então a Junta Médica para que serve? Para avaliar o relatório de outros médicos?...
...ok...Continuemos, "irmãos!"
Bem, o Professor Juvenal ficou de ir ter com a psiquiatra para a Senhora lhe colocar a vinheta no relatório. E a Junta Médica ainda disse ao Professor que ele é que tinha que marcar outra Junta Médica, como se de uma consulta se tratasse...ao que o Professor perguntou se não seria a DREL que tratava dessas coisas, o que na realidade é verdade.
Estava então o Professor Juvenal a terminar as férias da Páscoa, já com a esperança (embora forçada...) de ir trabalhar no terceiro período, quando...começam as aulas...passa a 1ª semana, a 2ª, a 3ª,..., a 5ª, quando 3 semanas antes do final do período (entretanto o professor Juvenal já estava a dar em doido de estar em casa, sem fazer népia...isto pode ser caricato, mas só quem passa por elas é que pode entender!) o Professor Juvenal recebe a cartinha a chamá-lo para nova Junta Médica...
...perguntem lá quando, amigos?...NO ÚLTIMO DIA DE AULAS DO TERCEIRO PERÍODO! Incrível não? Como as coisas se resolvem rapidamente neste país!
E lá vai o Professor Juvenal para a Jjunta Médica, com o bendito relatório, cheinho de vinhetas, no qual constava que o professor estava aptérrimo para exercer as suas funções (que era o que já dizia no anterior, no fim do 2º período).
O Professor chega lá, depara novamente com as 3 "múmias", elas pedem-lhe o relatório, lêm o relatório, e passam-lhe o tal papel para ele se apresentar ao serviço na 2ª feira seguinte.
Finalmente!
MORAL DA HISTÓRIA:
1º) É muito estranha...quer dizer, o P. Juvenal esteve o terceiro período todo em casa sem necessidade!
2º) O Estado esteve a pagar 2 ordenados, embora o do professor Juvenal fosse apenas 5/6 do usual (1/6 é retido), sem necessidade...porque é que não chamaram P. Juvenal antes do final do 3º período? Para não mandarem o outro professor embora? É por essas e por outras que os nossos aumentos estão congelados...
3º) E, afinal de contas, que grande poder de decisão tem a Junta Médica, que se baseou no relatório duma psiquiatra para atestar o stado de saúde do p. Juvenal?
...eu é melhor não dizer mais nada...e o outro pobrezinho morreu porque o mandaram dar aulas...mas não vou entrar em detalhes que já todos sabemos...Paz à sua alma.
Posto isto, acabei de saber, neste preciso momento, que uma colega minha foi à Junta Médica pedir a reforma (uma professora que se encontra na escola, não lecciona, mas faz serviço administrativo! está ao abrigo dum decreto não sei das quantas...), e estou a falar duma pessoa com 64 anos, e as "múmias" da junta Médica desancaram a pobrezinha, quase correram com ela a pontapé, teve inclusivamente que sair pela porta dos fundos, tal não era o estado de nervos em que ela estava...porque lhe negaram a reforma antecipada uma vez que...ELA NÃO TINHA FALTADO NO PRESENTE ANO LECTIVO!!!
...decididamente, eu não digo mais nada, vou fazer crochet, vou fazer a planificação das minhas ricas actividades para o meu maravilhoso projecto de teatro...e é asim que me vou mantendo feliz neste ensino, à beira mar plantado...mar? não! LODO!!!
Câmbio!
Desligo!

quinta-feira, maio 31, 2007

Não há palavras caras - Estudar

Não, hoje a palavra cara não é estudar...
Deus me livre.
Só para dizer que hoje não me posso pôr com os discursos e lengalengas para palavras...
Teste de Filosofia... Another time!
E terça há outro para animar o pessoal! Filosofia é uma festa!

Sorry!
'té para a semana!

quarta-feira, maio 23, 2007

Teuria dus Numaros...dos numaruzinhos pititizinhos...

Olá!!
...este "olá" tem que ser lido assim de uma forma muito docezinha...muito pititizinha...aliás todo o texto deve ser lido duma forma muito pititizinha "puke hoxe a tade foi paxxada com qianxas muto pekenininhas..." 8-)

Pois é, está a decorrer a Oeste Infantil, em Torres Vedras! A uma versão mais moderna do Portugal dos Pequeninos! Neste caso é de Torres Vedras dos Pequeninos! O tema do evento é o Município de Torres Vedras!
Amigos e amigas (pareco a Yvette Máriza, a conselheira do Tal Canal!!) ESTÃO ALI MUITAS HORAS DE DEDICAÇÃO À CRIANÇA...se ainda dizem que não há pessoas a trabalhar com gosto para o ensino (apesar daquelas coisas todas horríveis de que todos nos queixamos...) então vão visitar a Oeste Infantil!
E já agora deixo aqui uma pergunta no ar, se calhar dirigida ao Exmo. Sr. Presidente da Câmara de Torres Vedras: Ó Sr. Presidente porque é que não convidou uma televisãozita para fazer a reportagem? Era giro, não acha?
Em 2005, na escola onde eu estava, queriam que eu envergasse um fato de princesa...o que não é propriamente o fato que me favorecia mais na altura...nem agora...mas daqui a uns meeeeses talvez... B-), para receber os meninos no stand da escola, o qual era alusivo ao Castelo de Torres Vedras! apareci lá à civil, armada em mete noijo...
Em 2006, na mesma escola, o tema era o Convento da Graça, e aí, sim, fui fizeram-me um fato de frade frnaciscano...ficava-me a matar...parecia o Darth Vader, da Guerra das Estrelas!! Mas como andava sempre aos saltos e a rir as criançinhas não se assustaram! antes pelo contrário!!! Foi só rir!
Este ano estou noutra escola! A única coisa que me pediram para vestir foi a t´shirt da OI, já que todas as educadoras a envergavam! Amigos, deviam fazer umas t´shirts a contar com professoras assim a atirar para o holandês, alemão, nórdico, tão a ver?...Ora como eu ía spéxike, com uma túnica, como é hábito, a bela da t´shirt foi colocada em jeito de babette! Spéadequado à ocasião!
...mas isto hoje tem muito para contar...vou fazer outro parágrafo para não ficarem com os olhos cansados...
A minha escola (os da outra escola se estiverem a ler isto já estão a dizer: "olha-me esta porkeira a dizer a minha escola...já nos esqueceu..já se passou..."...NUNCA!!!) tem como tema o Parque Verde da Várzea! Ora no dito parque existe um Centro Ambiental onde se fazem actividades destinadas a proteger o ambiente, havendo muita inter-acçao com os alunos das escolas do concelho! Então na maquete da escola, para alem de todas as áreas do parque que estão lá representadas, está lá uma casinha de madeira, spépititi onde entram grupinhos de 6 a 8 pequeninos para que lhes seja contada a história do Formigueiro...quem manda no formigueiro, quem lá trabalha, etc! Até tem um formigueiro em vidro e umas formigas lá dentro, com uns bocadinhos de pão...brutal! (e uns cadáveres de formigas, também!!)
Então quando aqui a Je chegou, mais uma colega spémãe, foram logo as duas recambiadas para a dita casinha! Assim que lá nos metemos dentro (senti-me qual Gulliver em Liliput...), apareceu um grupinho de pequeninos, 4 anos de idade..que delicia! Ora a minha colega que tem uma pequenina de 4 anos contou a história de uma tal maneira que o meu queixo caiu...tão fofuxa que ela foi! Os pequeninos estavam hipnotizados com a história...senti-me minuscula...
Bem, esse grupinho foi embora mas...já estava outro à porta para entrar...e a minha colega diz-me "agora é a tua vez!"...então sentei-me na cadeira onde eles se deviam sentar, eles ficaram ali de pé à volta (qual avó com a sua ninhada de netos...) e...meu Deus, não sabia como começar!!! a minha colega salvou-me! E eu lá me fui desenrascando, com perguntas, palminhas, risos, etc...adorei, achei o máximo!
Mas como a casinha era muito pequenina, começaram-se-me a dar uns calores e uns ataques de claustrofobia que tive que sair...
Ora quando saio, quem estava a passar? A escolinha de Bombos!!!
Bem, foi o histerismo completo! Porque aqui a Je não descansou enquanto não teve pendurado às costas ("a hiper-lordose que se lixe...") um brutal bombo gigante! E com um partenaire especial a acompanhar-me, o meu colega Xico Soares!!! O mestre deu-nos os acordes e a banda passou...
"estava à toa na vida
o meu amor me chamou
pra ver a banda passar
cantando coisas de amor
a minha gente sofrida
despediu-se da dor
pra ver a banda passar
cantando coisas de amor..." Xico (o Buarque), desculpa se a letra estiver mal...saiu-se-me assim mesmo!
Claaaaaaro que não foi isto que eu, moi, toquei (pretenciosa...)...mas que foi muita fixe foi!
E aqui fica mais um numaro nesta teuria, que desta vez é para menores compreendidos entre 3 e 6 anos de idade...
Adeuxinho!!!



terça-feira, maio 08, 2007

Pergunta da Semana

No secundário, há vários tipos de matemática: para os agrupamentos de ciências e de economia, Matemática A; para o agrupamento de humanidades, Matemática aplicada às Ciências Sociais (MACS); para artes, Matemática B.

A minha pergunta é:
Sendo a Economia uma Ciência Social, porque é que agrupamento de Economia têm matemática A, em vez de MACS?

segunda-feira, abril 23, 2007

Citação da Semana

É por isso que se mandam as crianças à escola: não tanto para que aprendam alguma coisa, mas para que se habituem a estar calmas e sentadas e a cumprir escrupulosamente o que se lhes ordena, de modo que depois não pensem mesmo que têm de pôr em prática as suas ideias.

Emmanuel Kant
via Citador

sexta-feira, março 23, 2007

O bom exemplo de Torres Vedras

Mas afinal, o quem é o bom exemplo de Torres Vedras???
Nem mais nem menos que a minha turma(e do baldassare). Ontem, dia mundial da água a minha turma, no âmbito da disciplina de Geografia A, foi assistir a uma palestra de três técnicas dos SMASTV,a falar sobre a água e a sua importâcia, assim como jogos interactivos, e tivemos a assistir e a filmar, imaginem só... a SIC e a fotografar o fotógrafo do Boletim Municipal de T.V.
A notícia
O video

domingo, março 11, 2007

Ainda bem que há professores, chiça!








Resposta a este post do Range-O-Dente (ver Chico-Esperto e este comment para perceber do que é que estemos a falar):

«"A teoria de que tudo é relativo não é minha nem de ninguém."
Pois a sua já vi que não é... agora que "não é a de ninguém"??? então, é impressão minha ou o seu comment no Blasfémias era precisamente num post que abordava a polémica do relativismo. Se bem se lembra, o nome do post no blasfémias era "O relativismo favorece o erro intelectual". Esse post atacava a posição de daniel oliveira e da suposta "extrema esquerda" nessa matéria.
Foi nesse contexto que surgiu o seu comentário e foi nesse contexto que eu o critiquei. Não estava na sala de aulas (esse campo minado...) quando você disse isso ao seu aluno.
Pareceu-me incorreto a maneira de abordar a crença "imbecil" do aluno .
"A partir de determinada altura, tem-se vindo a tornar mais e mais aceitável que tudo se possa afirmar"
É claro que tudo se pode afirmar! Estamos, meu caro, em Democracia, em Liberdade de expressão. TUDO SE PODE AFIRMAR. E um professor pode refutar uma afirmação do aluno, mas tem de, de alguma maneira respeitar o aluno, e nisto penso que estamos de acordo.
Quanto à questão de fundo, nem tudo é relativo e nem tudo é absoluto, mas se alguém defender que tudo é absoluto ou que tudo é relativo, tem esse direito.
Neste caso, quem teve uma "postura de referencial absoluto em termos de crenças" foi você! Você é que disse ao seu aluno que a sua crença, e só a sua crença, era plausível, ou melhor, não era imbecil.»

terça-feira, março 06, 2007

Chico Esperto

Tenho acompanhado com muito prazer o debate João Miranda (Blasfémias) vs. Daniel Oliveira (Arrastão).

O que me chamou a atenção numa das caixas de comentários foi um comentário de um (suposto) professor sobre a questão do relativismo, e o seu diálogo com um aluno. Acho que ilustra bem a realidade de muitos professores que estão a formar (mal) a futura geração:

"Uma vez, a um aluno que veio com a conversa da relatividade de tudo e eu respondi que a possibilidade de um vaso com flores subir em vez de cair de uma varanda existia. Muito improvável, mas existia (e existe).
Apesar disso aconselhei-o que, caso visse um deles em desequilíbrio, fugisse debaixo. Parece que o gajo percebeu, mas, pela cara, não gostou de ver a sua crença abalada."

A falta de respeito por uma posição ideológica de um aluno (válida e sustentada por muita gente), a chico-esperteza demonstrada e o argumento estupidificante de que, se o relativismo se aplica às culturas e aos valores, também se aplica à lei da gravidade, mostra a falta de capacidades e respeito deste professor para com os alunos e para com as funções da Escola.
A função da Escola não é "abalar" as crenças dos alunos.

Este professor chama-se Range-O-dente e este é o seu blog.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Para a próxima aula tragam oito cêntimos para pagar as fotocópias.

Um dos maiores escândalos nas escolas públicas: não há dinheiro para fotocópias. É verdade... não há dinheiro para a escola pagar fotocópias!

Mas ainda se se poupasse em tudo, não havia problema. Existem situações de austeridade, e se fosse disso que se tratasse, era compreensível. Mas a verdade é que as escolas estão a abarrotar-se de computadores, portáteis, monitores LCD nos conselhos executivos, MagicBoards (quadros electrónicos) nas salas de aula, projectores, DVDs etc...

Como é que é possível estar-se assim a “racionar” nas fotocópias, quando se gastam milhares de Euros em equipamento que, sendo bom e pedagógico, é, em comparação com as fotocópias, acessório???

Que vergonha para a escola pública! Quase todas as semanas os meus professores pedem a cada aluno da turma 8 cêntimos, 16 cêntimos, 20 cêntimos... para pagar fotocópias de aprendizagem! Quase que parece que estão a mendigar e, embora 8 cêntimos não seja grande coisa, é embaraçoso para os alunos, professores e para a Instituição-Escola, não haver dinheiro para fotocópias e haver para quadros electrónicos...

Em vez de encherem a escola de luxos e ecrãs, tenham em atenção os “bens essenciais” da escola, entre os quais as fotocópias.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Aulas de substituição - afinal o que diz a lei?

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO - Gabinete da Ministra
Despacho n.o 13 599/2006 (2.a série).—
12º - Ocupação plena de tempos escolares
1—O agrupamento/escola é responsável pela organização e execução das actividades educativas a proporcionar aos alunos durantetodo o período de tempo em que estes permanecem no espaço escolar.
(...)
4—Tendo em vista criar condições para o efectivo cumprimento dos programas, o docente que pretenda ausentar-se ao serviço deve, sempre que possível, entregar ao órgão de direcção executiva do respectivo agrupamento/escola o plano de aula da turma a que irá faltar.
(...)
6—Em caso de ausência do docente titular de turma às actividades lectivas programadas, a direcção executiva do agrupamento/escola deve providenciar para que a aula correspondente seja leccionada por um docente com formação adequada, de acordo com o planeamento diário elaborado pelo professor titular de turma/disciplina, sendo atribuída preferencialmente a docentes do quadro cuja componente lectiva possa ser completada.
7—Quando não for possível realizar as actividades curriculares nas condições previstas no número anterior, devem ser organizadas actividades de enriquecimento e complemento curricular que possibilitem a ocupação educativa dos alunos.
8—Para efeitos do disposto no número anterior, devem ser consideradas, entre outras, as seguintes actividades educativas:
a) Actividades em salas de estudo;
b) Clubes temáticos;
c) Actividades de uso de tecnologias de informação e comunicação;
d) Leitura orientada;
e) Pesquisa bibliográfica orientada;
f) Actividades desportivas orientadas;
g) Actividades oficinais, musicais e teatrais.

Afinal de quem é a culpa da escolha das actividades de substituição, quando o professor não é da área disciplinar, nem da turma, nem sequer do mesmo ciclo?

terça-feira, outubro 17, 2006

Direitos dos Alunos

Será que ainda existem professores tão arrogantes ao ponto de acharem que os alunos não têm vida própria?
A minha resposta é SIM!!!!
Ainda ontem, estava eu muito bem a prestar os meus piores 90 minutos do dia na aula de Matemática A, até que a minha professora começa com um discurso acerca de uma noticia qualquer que tinha a ver com os pais dos estudantes ucrânianos acharem que o ensino português não é muito exigente e que iriam fundar uma escola para os seus conterrâneos.
RESULTADO: Enfardou-nos com toneladas de TPC's com o pretexto que era muito exigente e que discordava com os ucrânianos...
Quando nos pronunciá-mos contra, ela disse que durante a semana devia-mos nos aplicar a 100% à escola e que os tempos livres: fins de semana(ocupados a fazer TPC's/Estudar) ou férias(uma mísera parte da nossa vida).
Acima de tudo apelo aos Direitos dos Alunos!!!!!!!!!!!!