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quinta-feira, janeiro 24, 2008

Testes Intermédios

Hoje a maioria dos estudantes do 11º ano tiveram teste intermédio de Matemática... digo a maioria porque cada escola pode optar por ter ou não este "pré-exame" (aliás, cada professor decide se conta com o teste intermédio para a nota e qual a percentagem que lhe atribui)

O teste é constituído por dois grupos: um de cinco exercícios de escolha múltipla a valer 50 pontos e outro de 2 exercícios (com várias alíneas cada) a valer 150 pontos.

Haver apenas dois exercícios que valem 75% da nota do teste é um problema, porque basta não compreender um, para ser muito mais difícil a positiva... Se, com o mesmo número de alíneas, houvessem mais exercícios com enunciados diferentes, tornava-se um teste mais justo.

Além disso, havia várias alíneas que valiam 25 pontos, ou seja, 2.5 valores em 20, o que é muito para uma questão...

Está-se mesmo a ver que o GAVE está a preparar mais uma razia nos exames deste ano, para que o Governo possa usar os resultados dos exames como pretexto para continuar as suas reformas.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Markting

Se o crítério para a avaliação de um professor for as notas dos alunos, é provável que o professor dê melhores notas. Se esse critério é na avaliação de escolas, então é provável que as escolas façam pressão para que os professores dêm boa nota.
Se a primeira situação é deplorável, a segunda é inadmissível. Os Conselhos Executivos não podem pressionar um professor a dar boas notas, porque só o professor sabe o que merecem os alunos...

Mas sabem o que é ainda pior? É quando o Estado usa inspecções estrategicamente feitas nesta altura e critérios absurdos para tentar aumentar as estatísticas, com o objectivo de ganhar suporte para as suas medidas educativas. E é isso que está a acontecer: o governo decidiu que os professores e as escolas devem ser avaliados pelas notas dos alunos (um critério absurdo e incompreensível), e coloca inspecções na altura em que se começa a pensar nas notas dos alunos.

Assim, garante que, ou os professores vão subir as notas para terem melhor classificação, ou porque são a isso coagidos pelos Executivos, que também querem uma boa classificação.

Tudo isto para quê? Para que os portugueses no fim pensem "Custou, mas valeu a pena".

sexta-feira, novembro 02, 2007

A proposta do Jumento

No Jumento, sobre o tema do mês, uma proposta nem sequer assim tão absurda. Eu pagava para ver:

"O colégio da Cova da Moura contra o colégio Planalto

Decidi fazer uma proposta absurda (ou talvez nem tanto), criar uma escola pública com os melhores alunos das escolas que servem os chamados bairros problemáticos, devendo ser escolhidos os melhores entre os mais pobres. Aos alunos dessas escolas deverão ser proporcionadas recursos que lhes assegurem condições de igualdade no acesso ao saber de que beneficiam os alunos do Colégio Planalto.

Todos assarão a dispor de computador pessoal, acesso à Internet, uma pequena biblioteca didáctica, acompanhamento de professores nos tempos livres (para proporcionar um acompanhamento equivalente aos dos pais dos alunos do colégio Planalto), um subsídio para que possam aceder a cinemas e museus devendo este tipo de actividades ser geridas a partir da escola e apoio directo aos pais para que saibam como acompanhar a actividade escolar dos filhos. Nessa escola leccionariam professores escolhidos entre o que apresentam melhores resultados, as instalações seriam confortáveis e modernas e contariam com transporte escolar próprio.

Nestas condições teríamos uma escola com as mesmas condições do Colégio Planalto, uma escola secundária da Opus Dei onde apenas entram os filhos de alguns dos mais ricos bons cristãos da nossa praça. Poderíamos, então, fazer um torneio entre o colégio da Cova da Moura e o Colégio Planalto, entre os meninos da melhor sociedade portuguesa e os “problemáticos” da Cova da Moura, para saber qual dos dois colégios ficaria melhor classificado no ranking das escolas secundárias.

Passados alguns anos iríamos comparar a posição do colégio da Cova da Moura no ranking do Colégio Planalto e ver se as virtudes do ensino privado são assim tão evidentes, se resultam da qualidade do ensino ministrado ou dos recursos e processos de selecção dos alunos.

Mas os resultados do ensino privado são assim tão brilhantes como tanto se tem dito?

A verdade é que os defensores da lista apenas olham para o seu topo e encontram aí fundamento para defenderem a superioridade do ensino privado. Esquecem-se de ler toda a lista pois teriam de explicar porque razão há tantas escolas privadas no fundo da tabela. Seria interessante se explicassem porque razão o Externato D. Duarte (Porto) está na 473ª posição, ou o externato Dom Dinis ficou pela 458.ª posição.

E se as vantagens do ensino privado são assim tantas porque razão o professor Marcelo, defensor do cheque-ensino, não opta por leccionar numa universidade privada? O que diria o professor Marcelo se um dia destes as suas turmas apenas contassem com alunos vindos do Colégio da Cova da Moura? Quase aposto que em vez do cheque-ensino viria defender a liberdade de inscrição no Colégio da Cova da Moura, viria dizer que o Estado discriminava os portugueses.

Seria engraçado se a maioria dos alunos das faculdades de medicina, da Universidade Nova ou da Faculdade de Direito de Lisboa fossem provenientes dos “colégios da Cova da Moura”, enquanto os sobrinhos e afilhados dos nossos “Marcelos” tivessem que se inscrever nas “Independentes” ou rumar para as universidades espanholas, como fazem muitos dos portugueses cujos pais não são supranumerários da Opus Dei.

A verdade é que os que defendem o cheque-ensino esquecem uma situação curiosa, os mais ricos financiam o ensino secundário privado, onde os custos são mais baixos, para depois serem os primeiros a escolher as universidades públicas onde os custos são bem mais elevados. Depois de andarem nas boas escolas privadas vão estudar para as boas escolas públicas. É evidente que os defensores do cheque-ensino estão a pensar apenas no ensino secundário, porque no que se refere ao ensino superior público parecem estar satisfeitos, são os outros que vão para as “Modernas” e “Independentes”.

Seria assim tão caro construir o Colégio da Cova da Moura? Ou estou muito enganado ou bastariam os impostos a que se escaparam os pais dos alunos das primeiras dez escolas privadas no ranking das escolas do ensino secundário para construir e manter dois ou três “colégios da Cova da Moura”. Bastariam os impostos a que se escapa o Opus Mullennium graças às artimanhs do director do seu contencioso fiscal para pagar uma dúzia de colégios da Cova da Moura."

terça-feira, outubro 30, 2007

Coisas sérias

Excelente série de quatro posts, do blogue Zero de Conduta. Todos eles são sobre educação, criticando a crítica que é feita por alguma blogosfera liberal à escola pública:

Sobre as diferenças entre escola pública e privada.
Sobre a "qualidade dos métodos" oferecida pelas privadas, inaplicáveis no ensino público.
Sobre o cheque-ensino
Sobre os perigos de uma escola estatizada e a iniciativa privada (que tem de ser paga pelo estado, claro... ou não fôssem eles liberais...)

Gosto sobretudo da comparação entre três escolas privadas que são da mesma empresa (ou companhia, ou lá o que é...), ensinam segundo o mesmo método, mas com resultados bem diferentes... Porque duas são subsidiadas pelo estado e recebem alunos que não pagam por estar no colégio, e a outra não tem essa abrangência.

Parabéns ao Pedro Sales, do ZdC