segunda-feira, agosto 06, 2007

Sudoeste TMN 2007. Eu estive lá









Ó Eeeeelsa! este texto não podia começar de outra maneira.
Um bom cartaz, com grandes grupos, porém mal distribuído pelos três palcos.
Havia bandas que gostava de ter visto, mas não pude porque os horários coincidiam com bandas que eu ainda gostava mais de ver...

Aqui vou falar um bocado do "meu" festival. Quem lá esteve vai perceber melhor o texto... vou tentar, mas não vou conseguir, ser sintético.
Vamos por partes:
1ºDia: O dia em que o cartaz mais se adequava aos meus gostos musicais. Manu Chao era o concerto que eu mais esperava. Foi excelente e basicamente... partiu tudo. Só não foi melhor do que eu esperava porque as espectativas já eram tão altas que isso era impossível. Fiquei muito contente por ouvir os clássicos deste grande artista que vai renascer em Setembro, seis anos depois da edição do último album de originais.
Damian Marley superou as minhas espectativas, num concerto onde tocou grandes músicas suas, como por exemplo "Road to Zion" e "Welcome to jamrock" e também algumas do seu pai Bob Marley, que até me fizeram pele de galinha. Ser Marley sem viver à custa disso é um feito que se tem de reconhecer a Damian. Surpresa da noite: Ojos de Brujo. De Barcelona, mais uma banda de identidade e boa mensagem... ao estilo de Macaco. Viva la rumba!
Outro grande concerto foi o dos suecos I'm from Barcelona, que ficou para a história do SW e da própria banda, estou certo. Felicidade, amizade, balões, energia e confetis: eis os I'm from Barcelona, que são mais de 20 em palco. Mayra Andrade abriu bem o festival, apesar dos poucos que assistiam ao concerto. Gilberto Gil foi, para mim, o menos bom da noite. No entanto, impossível poupar energias...
Tive pena de não poder ter assistido aos Wray Gun, que, segundo relatos, passaram-se. O vocalista até escalou um poste da tenda! Já que falo na tenda Planeta Sudoeste, vi também os Claud (conheço um membro da banda), que representaram bem a nova música tradicional portuguesa.
2ºdia: Tá a saltar! Foi o dia em que me deitei mais cedo, tal era o cansaço dos concertos de Bonde do Rolê e Buraka Som Sistema. Bonde do Rolê é a loucura. Para os que estiveram a ver Cypress Hill: perderam o melhor concerto da tenda Planeta Sudoeste. Pelo que ouvi, também perdi dos melhores concertos do palco principal... agradeçam a convergência de horários à organização do festival... Quinze minutos e um RedBull depois: Buraka Som Sistema! A Blitz descreve o concerto como "Suado, malcriado e vibrante." Totalmente de acordo. Sempre a bombar. Conseguiram pôr o público todo de cócoras (pelo menos os das primeiras 15 filas...). Os Bonde do Rolê subiram ao palco com os Buraka, no concerto que marca o fim da participação de Petty nos BSS (que raio de frase...). Buraka entra, o som rebenta! Nota: bom senso terem atrasado uns minutos o concerto dos BSS, para não ser ao mesmo tempo que os Bonde do Rolê... era o que faltava! Duas bandas do mesmo estilo ao mesmo tempo...
Antes disto tudo: Cool Hipnoise estivaram bem, apesar do pouco público. Armandinho fez as delícias dos brasileiros que estavam presentes, e também dos portugueses. Fui-me embora a meio, para ver um Manif3stos. Voltei ao palco principal para os Outlandish, que me surpreenderam pela negativa. Tive pena dos Cinematics: entre Outlandish, Cypress Hill e Buraka, era difícil fazerem um grande espectáculo, devido ao público que estava lá para outras coisas. Gostei da garra e da persistência, embora tenha sido o menos vibrante do dia. Quase pediam desculpa... deviam ter tocado no último dia, ao lado de nomes mais ao seu estilo. Antes dos brasileiros Bonde, ainda tive tempo de voltar ao palco Positive Vibes para ver um pouco dos lendários Steel Pulse. Positive Vibes parece-me uma boa descrição para o pouco que vi deste concerto.

3ºDia: Nota negativa para os Koop, sem energia e sem capacidade para me agarrarem mais de 2 canções... e não fui só eu. Nota muito negativa para a organização do festival, por ter contratado uma banda de tributo (que toca só covers) aos Pink Floyd. Nome? Australian Pink Floyd. Pior: no palco principal, em "horário nobre" (ao contrário do que estava previsto).
Não sou grande fã de Pink Floyd, mas sei ver que é um insulto estar insinuado no programa oficial que esta cópia é melhor que os Pink Floyd originais... Get a job!

Muito bem estiveram os Air Traffic, no início. Poderoso e eficaz: no fim do concerto estava o triplo do público que estava nas primeiras músicas. Depois, fui ao Positive Vibes ver parte do concerto dos Stepacide. Reggea sem rastas, mas bom reggea. Sérgio Godinho fez um concerto curto, mas com mensagem. Ouviu-se "paz, pão, habitação, saúde, educação. Só há liberdade a sério quando pertencer ao povo o que o povo produzir", entre outros clássicos e novas canções.
Sam The kid ao seu estilo. É preciso tê-"los" para chamar ao palco a família, ou para chamar alguém do público para o acompanhar numa música, ou para fazer um acapella mais ou menos improvisado ou mesmo para passar música infantil (Mini stars) antes do poestas de karaoke... Sam The Kid não é "o" homem dos palcos, o que o torna bom no palco, quando quer. Não vi os Streets para me poupar para os Groove Armada. Estes fizeram o melhor concerto da noite, o que não era nada difícil. Muita luz, muitos graves, festa enfim. Ainda fui um bocado à tenda Silent Disco, um conceito que é giro durante 10 minutos. Trata-se de uma tenda, onde nos dão uns phones e escolhemos um dos 2 DJs que estão a passar som. Eles estão em competição para ter mais ouvintes que o outro. Como digo, é uma coisa nova... mais divertida para o DJ que para o ouvinte.

4ºDia: Arrisco-me a considerar o concerto dos Babylon Circus o melhor do festival. Custa-me, porque não os conhecia, mas tenho que o reconhecer. Ao nível de Manu Chao. Só dou melhor nota aos Babylon Circus porque não tinha prespectivas tão altas como tinha para o Manu Chao. E porque no Manu Chao havia uns atrasados mentais a fazer mosh, o que não vai nada com a mensagem de Manu Chao. E a culpa não é de Manu Chao... Mas no concerto dos franceses Babylon Circus tudo era totalmente diferente. Tudo a saltar, a curtir, a bater palmas, sem stresses (no concerto do Manu Chao cheguei a ver um gajo a sangrar). Além disso, o esforço de tentar falar português (mais ou menos bem conseguido) mostra preparação e respeito. A mensagem era parecida com a de Manu Chao, mas com letras menos elaboradas. Ganharam um fã incondicional. Um só? Claro que não!
Regressando ao início da noite: Albert Hammond Jr. E queriam pô-lo na tenda secundária... grande concerto, com pouca gente (segundo a Blitz, no palco secundário os Tara perdida apresentavam mais afluência). "É o gajo dos strokes!" Pois é, e isso nota-se na sua música.

Após Albert hammond Jr. fui para o Positive Vibes ouvir Allione K, num concerto medíocre. Se soubesse, tinha ficado no palco principal para os razorlight... Às 21:30 fui à tenda ParaRiso para ver o show de stand-up do Nilton. Ainda deu para ver Yellowman e o seu reggea bastante puro.
James foram os que se seguiram, já no palco TMN. Contagiante, mesmo para quem, como eu, não aprecia muito a banda. Toda a gente a cantar e aplaudir emotivamente a banda inglesa. Fica a promessa de um regresso para o ano, segundo Tim Booth. Após os Babylon Circus, fim de um grande festival, com grandes bandas e muito bom ambiente.
Já que falo em ambiente: regozijo-me perante o gajo que teve a ideia de criar os EcoTMN, pontos que se conseguem atravéz da apanha de lixo e empilhamento de copos vazios pelos festivaleiros. Os pontos podem ser trocados por uma imperial Green, uma animação Bungee-car (tinham que me pagar...) ou prioridade na entrada para a tenda Silent Disco. Não há nada melhor que ver festivaleiros a apanhar lixo do chão... é bonito, pá!
Outras iniciativas: Antena3, o melhor spot do festival (vejam aqui os vídeos), TMN: obrigado pelos chinelos, mas preferia ter visto os Wray Gun. Sapo Wash foi uma boa ideia (é uma espécie de linha de montagem, mas em duche... pesquisem, que eu não tou para explicar!) e o spot da Worten era bem dinamizado.
Resumindo: 4 dias muito bem passados, com boa música e bom convívio, sem problemas de maior e com um bom ambiente. Para o ano há mais.


Ver mais imagens no site da Blitz

1 comentário:

Ctrl.Alt.Del disse...

Grande reportagem!
Onde andam os olheiros das revistas e jornais?