sexta-feira, agosto 31, 2007

Ouro nos Jogos Mundiais para Transplantados 2007

Os Jogos Mundiais para Transplantados 2007 a decorrer na Tailândia.

PARTICIPAM 7 ATLETAS PORTUGUESES

Já ganharam:
  • 1 medalha de ouro em ténis
  • 1 medalha de ouro em natação
  • 1 medalha de prata em natação
  • 1 medalha de prata em ciclismo

OS ATLETAS REGRESSAM 3.ª FEIRA. CHEGAM A LISBOA ÁS 11.30 DA MANHÃ.

Aproveitem a notícia, porque não a vão encontrar certamente no noticiário das 20.00...

quarta-feira, agosto 29, 2007

Diário de Marilú, a Xandra!

Allô medames et messieurs!
"Olá cá tou eu, o brise continuo, novo desodorizante, faço desaparecer o mau cheiro num instante..."
Após este belo spot publicitário que qualquer tuga, com mais de 30 anos, se lembra, venho aqui deixar uma mensagem de esperança e boa vontade para a rentrée que aí vem...
Estes últimos dias são idênticos aos domingos que nos esperam até ao próximo Agosto...um desespero!
Quers´t dizer, colocando todos os domingos num caldeirão, com todas as coisas de última hora de fim de semana, com todas as neuras do domingo à tarde sentados na sala a ver tv ou em frente ao computador a teclar seja lá o que for e a discutir com a mulher ou a embirrar com os filhos, temos os três últimos dias do mês de Agosto!
Ahhhhhhhhhhhhhhhh, mas este ano ganhamos 2 dias de Setembro...por isso a rentrée é só dia 3...com beberete, reunião geral de profesores e reuniões de departamento da parte da tarde...gaaaaaaaaaaassssssp! só de pensar nisso dá-me vontade de aparecer lá em fato de banho...
Mas porque é que é assim tão, tão, tão, enfadonho? (eu acho que estou a falar pela maioria dos tugas profs!)
Opá, a malta, com estes últimos dias de calorzinho e bandeira verde que tem feito, já estava a entrar no espirito de Verão...e, de repente, "corta-se o barato" ao pessoal e toca a moer, ké muito bom prá tosse! É muito mau...quando é que podemos ter semestres, em vez de períodos lectivos, e férias em Setembro e Outubro, os verdadeiros meses de Verão? Será que ninguém se lembra disso?
Deixa-me cá dizer uma verdade...essa cena...até...se...pode...ultrapassar ! (ahhhhhhhh, não acredito que disse isto!!!). Agora o que me irrita mesmo é chegarmos todos ao mesmo tempo, desatarmos a comer, e toca de fazer perguntas sobre as férias...é o começo do grande concurso "QUEM FOI PRA MAIS LONGE!" É ver ali o tiedo todo a "cagar postas" dos sitios por onde andou...se um "outsider" ouvisse aquelas conversas diria "ainda estes gajos se queixam que ganham pouco!"
Et bien, deixa de ser "mete noijo" e "cão com pulgas", Alez-Xandra, porque temos que chegar é bem dispostos e com boa vontade para trabalhar! ("toma lá dois tomates! pulha! lambe botas!")
BOA RENTRÉE PARA TODOS E UM ÓPTIMO ANO LECTIVO, com todas as contrariedades a que já estamos habituados, mas que acabamos por fazer tudo o que nos mandam...é ou não é?
XXXXXXIIIII

Aumento dos manuais escolares

Aqui há tempos (em Abril), a propósito da TLEBS e dos manuais de 7º ano, estranhávamos o facto de a Associação de Editores e Livreiros e a União de Editores Portugueses terem anuído ao congelamento dos manuais de português de 3º ciclo sem estardalhaço nem contrapartidas aparentes.

A justificação pode ler-se nas entrelinhas da notícia de hoje nos jornais:
  • "O Governo e os editores vão assinar um acordo que prevê que os títulos referentes ao 1.º ciclo sofram subidas equivalentes ao valor da taxa de inflação acrescido de três por cento; e que no caso dos livros para o 2.º e 3.º ciclos o agravamento seja 1,5 por cento superior à inflação."
Pois é, não há almoços grátis e alguém tem de pagar a incompetência do Ministério..

segunda-feira, agosto 27, 2007

Os três pauzinhos

Este ano frequentei a praia de eleição do Jumento desencontrado de tão distinta personalidade dos areais algarvios, perdendo a possibilidade de o ver ao vivo em acção (no ano passado cheguei a ver alguém com um portátil na areia, só podia ser ele ;-)

Aproveitei as vantagens de ter passado pela praia dos três pauzinhos depois do Jumento, pois pude beneficiar das melhorias realizadas nos apoios de praia, certamente para receber tão distinta personalidade, como se pode ver pela fotografia recolhida no local, com uma área VIP nas casas de banho ;-)

A mesma razão deve estar por trás do facto de a praia parecer este ano um green de golfe, com um tapete de algas a cobri-la diariamente. Só faltavam os reformados ingleses a bater umas bolas.

Registei ainda a disponibilização de um equipamento para tornar a praia acessível a deficientes motores, com estacionamento reservado (para mercedes de imigrantes, infelizmente) e cadeira de acesso à água (que apenas vi em funcionamento para recreação dos banheiros e das meninas de serviço).

De lamentar o desaparecimento do barzinho da praia, o que dificilitou consideravelmente o acesso a cerveja à pressão gelada. Ao menos a ASAE deixou as bolinhas com creme dos três pauzinhos em paz, valha-nos isso...

quinta-feira, agosto 23, 2007

Nao há Palavras Caras - Amizade

Amizade é um relacionamento humano que envolve conhecimento mútuo e que leva a uma estima e afeição.

É com os amigos que nós passamos a maior parte da vida, já que a família é apenas a nossa base, e que aprendemos imensas coisas (nem imaginamos o quanto).
A amizade pode ter como origem, um instinto de sobrevivência da espécie, e uma necessidade de proteger e ser protegido por outros seres da espécie. Faz parte da amizade, não fazer notar os defeitos do outro e dividir os bons e maus momentos.
Por muito que se possa explicar psicologicamente sobre a amizade e por muito que falem dela como um objecto científico e a estudem, a amizade é um sentimento que se deve preservar a todo o custo.


Em caso de perda da amizade sugere-se a reconciliação e o perdão. (assim como quem não quer a coisa …)

quinta-feira, agosto 16, 2007

Não há palavras caras - Ética

A ética pode ser interpretada como um termo genérico que designa aquilo que é freqüentemente descrito como a " ciência da Moralidade " seu significado derivado do grego, quer dizer 'Morada da Alma', isto é, suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada Sociedade, seja de modo absoluto.

A Ética é a definição de bem, no que diz respeito á moralidade . É, muitas vezes, variável com os príncipios , educação, idade ou sexo de um individuo .
Há acções éticas , que são as acções que realizamos de acordo com a nossa moral, e acções não éticas, que têm a forma de crimes ou de acções desfavoráveis ... As leis estão todas baseadas na ética, mas há acções em que temos de avaliar a nossa própria opinião antes de as realizarmos, sobre o pretexto de ficarmos mal com a nossa consciência ! A consciência, é , num modo aproximado, o juri ético das acções, é ela que decide se estamos a agir bem ou mal, e é por isso que sabemos sempre por instinto que, por exemplo, é errado matar pessoas.

A Ética é um termo ambíguo, depende de quem a usar !
Enquanto que para uns, um processo possa ser ético, para outros é o que os vai prejudicar :

Em Filosofia, o comportamento ético é aquele que é considerado bom, e, sobre a bondade, os antigos diziam que: o que é bom para a leoa, não pode ser bom à gazela. E, o que é bom à gazela, fatalmente não será bom à leoa. Este é um dilema ético típico.

Tenho a impressão que não há muitas acções éticas para as gazelas, coitaditas ...

quarta-feira, agosto 15, 2007

Diário de Marilú

...chega de teuria dus numarus...até porque isso é um assunto muito sério...criptografia não é brincadeira!!!
E como muitas vezes ando aqui às voltas a pensar no que hei-de escrever por forma a obedecer ao título...e não encontro nada, então muda-se o título!
E este novo título dá para tudo e mais alguma coisa!
Palavras caras, palavras baratas, palavras em promoção, palavras em saldo, palavras proibidas, palavras anónimas...enfim, palavras!
Marilu, porque no 12º ano, ano em que dava o espectacular "O Tal Canal", eu usava o cabelo como a própria, e andava aos guinchos e aos saltos na escola (aqueles pavilhões em frente ao ISEL, que agora acho que se chamam Esc. Sec. Eça de Queiroz)...tadinha...ainda hoje, mas mais moderadamente, é assim!!
Feitas as apresentações, passemos ao que interessa!
Hoje é dia 15 de Agosto, feriado religioso, mas é um dia muito engraçado no Texas Português, o Oeste! É o feriado do Saloio!
Hoje, supostamente, e se o tempo o tivesse permitido, o pessoal das redondezas de Santa Cruz ía aos baús do sotão e vestia as roupas dos avós, fazia o farnel e basava de lancheira em cima da carroça, prá praia! Será que foram? Não tenho a certeza que aconteceu...mas com a chuva que caiu, duvido!
É um dia étnico! Muito giro! Em Espinho fizeram o mesmo, em Julho, se não estou em erro! Foi mesmo pena o dia estar tão mau!
E faz hoje 12 anos que se realizou o primeiro Carnaval de Verão em Santa Cruz...eu estava lá, claro...foi bruuuuuuuuuuutal! Mas foi mesmo o único, porque a partir desse ano foi uma miséria..e cada vez está pior...até tem escola de samba..como se nós fossemos dados a essas coisas! Mania de imitar os outros! Dizem mal dos brasileiros, que nos invadiaram e tal, mas quando um tuguês ouve um samba (aqueles que gostam e têm o sangue quente na guelra!) desatam logo a dar ao pé! Mas, confesso, para mim, Carnaval é em Fevereiro, com frio, máscaras quentinhas, umas vodkas prákecer e o Gilberto Gil a cantar pra nós! Isso sim!
Aliás, agora que o Verão chegou ao fim (ou ainda vai começar...lá para o Natal ainda havemos de andar de t´shirt!), temos que pensar que...só faltam 5 meses para o Carnaval...lol...i´m joking!
Então fiquem bem, kridos amigos e amigas, e até prá semana!
Bjufas

terça-feira, agosto 14, 2007

Cartões electrónicos

Sócrates prometeu, no âmbito do Plano Tecnológico para a Educação, implementar em todas as escolas o cartão electrónico para "tirar o dinheiro da escola".

1. Não disse que muitas escolas já possuem tal sistema, que tem de ser pago obrigatoriamente pelos alunos. Grande parte desta medida já foi tomada por iniciativa dos conselhos executivos das escolas... é portanto o engenheiro (glup) das obras feitas.

2. Tirar o dinheiro da escola? Então, para se carregar o saldo do cartão, não se tem de levar dinheiro para a escola? E o cartão, vai ser pago pelos alunos? Ah, já percebi... ele quer é tirar dinheiro na escola!

Pagar para ter filas à porta da escola? Pagar para o saldo que fica no fim do ano ir para a escola? Pagar para encher os bolsos das empresas que produzem estes cartões? E qual é a vantagem?

Se/Quando esta medida entrar em vigor, volto a falar disto.

segunda-feira, agosto 13, 2007

Anti-Silly Season

Cada vez mais, o melhor blogue português.
Apesar de estarmos em Agosto, de não haver notícias nem políticas, o Ladrões de Bicicletas continua os seus excelentes posts...

Já que falo em silly season: A ECDR, sendo um blogue que vive do ano lectivo, tem andado um bocado parada... em Setembro saímos de estado vegetativo...

ABC, Luís Fernando Veríssimo

Quando a gente aprende a ler, as letras, nos livros, são grandes. Nas cartilhas - pelo menos nas cartilhas do meu tempo - as letras eram enormes. Lá estava o A, como uma grande tenda. O B, com seu grande busto e sua barriga ainda maior. O C, sempre pronto a morder a letra seguinte com a sua grande boca. O D, com seu ar próspero de grão-senhor. Etc. Até o Z, que sempre me
parecia estar olhando para trás. Talvez porque não se convencesse que era a última letra do alfabeto e quisesse certificar-se de que atrás não vinha mais nenhuma.

As letras eram grandes, claro, para que decorássemos a sua forma. Mas não precisavam ser tão grandes. Que eu me lembre, minha visão na época era perfeita. Nunca mais foi tão boa. E no entanto os livros infantis eram impressos com letras graúdas e entrelinhas generosas. E as palavras eram curtas. Para não cansar a vista.

À medida que a gente ia crescendo, as letras iam diminuindo. E as palavras, aumentando. Quando não se tem mais uma visão de criança é que se começa, por exemplo, a ler jornal, com seus tipos miúdos e linhas apertadas que requerem uma visão de criança. Na época em que começamos a prestar atenção em coisas como notas de pé de página, bulas de remédio e
subcláusulas de contrato, já não temos mais metade da visão perfeita que tínhamos na infância, e esbanjávamos nas bolas da Lulu e no corre-corre do Faísca.

Chegamos à idade de ler grossos volumes em corpo 6 quando só temos olhos para as letras gigantescas, coloridas e cercadas de muito branco, dos livros infantis. Quanto mais cansada a vista, mais exigem dela. Alguns recorrem à lente de aumento para seccionar as grandes palavras em manejáveis monossílabos infantis. E para restituir às letras a sua individualidade
soberana, como tinham na infância.

O E, que sempre parecia querer distância das outras. O R! Todas as letras tinham pé, mas o R era o único que chutava. O V, que aparecia em várias formas: refletido na água (o X), de muletas (o M), com o irmão siamês(o W). O Q, que era um O com a língua de fora.

De tanto ler palavras, nunca mais reparamos nas letras. E de tanto ler frases, nunca mais notamos as palavras, com todo o seu mistério. Por exemplo: pode haver palavra mais estranha do que "esdrúxulo"? É uma palavra, sei lá. Esdrúxula. Ainda bem que nunca aparecia nas leituras da infância, senão teria nos desanimado. Eu me recusaria a aprender uma língua, se soubesse que ela continha a palavra "esdrúxulo". Teria fechado a cartilha e ido jogar bola, para sempre. As cartilhas, com sua alegre simplicidade, serviam para dissimular os terrores que a língua nos reservava. Como "esdrúxulo". Para não falar em "autóctone". Ou, meu Deus, em "seborréia'!

Na verdade, acho que as crianças deviam aprender a ler nos livros do Hegel e em longos tratados de metafísica. Só elas têm a visão adequada à densidade do texto, o gosto pela abstração e tempo disponível para lidar com o infinito. E na velhice, com a sabedoria acumulada numa vida de leituras, com as letras ficando progressivamente maiores à medida que nossos olhos se cansavam, estaríamos então prontos para enfrentar o conceito básico de que vovô vê a
uva, e viva o vovô.

Vovô vê a uva! Toda a nossa inquietação, nossa perplexidade e nossa busca terminariam na resolução deste enigma primordial. Vovô. A uva. Eva. A visão. Nosso último livro seria a cartilha. E a nossa última aventura intelectual, a contemplação enternecida da letra A. Ah, o A, com suas grandes pernas abertas.

in Comédias para se ler na escola, de Luís Fernando Veríssimo

quinta-feira, agosto 09, 2007

Nao há palavras caras - Empatia

Um muitissimo obrigado á XandraFrô e pode continuar a mandar palavras que isto de inventar , é , sem duvida, o mais doloroso ...


Empatia , então:

Estudos mostram o choro reflexo do recém-nascido como um precursor possivelmente inato de ativação empática. Esse choro reativo é evidenciado como resposta ao choro de um outro bebê, sendo descrito como um choro vigoroso, intenso, semelhante com o choro espontâneo, de maior intensidade do que o choro em resposta a outros estímulos sonoros de igual intensidade, do que a simulação computadorizada do choro de um bebê, do choro espontâneo de uma criança mais velha e até mesmo ao choro do próprio bebê, gravado . Esse choro é a resposta empática predominante durante o primeiro ano de vida, sendo depois substituída por respostas empáticas mais maduras, como a tentativa de conforto à vítima.

Esta não é a típica definição de empatia mas eu achei mais engraçado porque desconhecia ...
Para mim, empatia é a definição que a XandraFrô nos deu , apesar de depois não ter sido aquilo que ela andava á procura ...

aquele sentimento que define "por-se no lugar do outro, sentir o que o outro sente...",

Empatia é estarmos em sintonia (será isto, xandra?) com uma pessoa e termos a capacidade de perceber as emoções dos outros e lhes darmos o apoio ou as palavras que eles precisem...
É o tipo de pessoas que admiro , aquelas que sabem sempre o que dizer, o que fazer, e que confortam sempre, nem que seja com a simples presença!

Teuria dus numaros

Tou danada com o Jornal Público e com a Revista Visão!
Há duas semanas averiguei as colecções do Público e descobri uma que me interessava, "Jogos Matemáticos". Vai daí, aqui a Lerda da Conceição, encomenda os três primeiros, que já tinham saído...tive que pagar portes de envio por cada um...quando recebo a encomenda...vinham os três na mesma caixa!!!! Achei uma gatunagem pegada, uma ladroagem! Mas como a colecção me interessava, e vinha com um livrinho da história do matemático que descobriu o jogo (para além da explicação...e solução...do mesmo...mas isso não interessa!!!! :-)), na semana passada aqui a Lerda da Conceição conseguiu arranjar, com algum esforço, o quarto jogo da colecção! O senhor do quiosque até me vendeu o jogo sem o jornal, uma vez que era final de dia...nice guy!
Mas hoje, por incrível que pareca, logo de manhã, aí por volta das 10 (para outras pesoas isso já é meio da manhã...mas o dia é looooooooooongo...e há que "carpe diem"!) fui a, nada mais nada menos, que 5 quiosques e OS JOGOS JÁ TINHAM DESAPARECIDO TODOS...ou seja VIERAM POUQUISSIMOS, quer com o Público, quer com a Revista Visão!
Atão? Qué quesepassa senhores editores, isso é para nos deitarem a mão ao bolso, para arrepanhar portes de envio? Tá mal! Tá muito mal! Olha que fantuchada da tanga! sim, porque eu não acredito que, em Agosto, mês de férias da tugalândia, toda a gente se lembre de fazer esta colecção!!! Até porque quem for prof de matemática, provavelmente terá estes jogos nos gabinetes e clubes de matemática lá da escola...eu tenho...mas gosto de ter estas coisas em casa...são óptimos para prevenir o amigo alemão...e esse, quanto mais longe andar, melhor!!!
Agora dizerem que vão editar uma colecção e depois distribuem um ou dois para cada ponto de venda...não há direito!
E vou já reclamar na fonte!
Câmbio
Desligo

Ps - aqui a Lerda da Conceição descobriu hoje que o 4º (ou 3º?) livro do Dan Brown, "Fortaleza Digital" tem por base a, verdadeira, Teoria dos Números! Leiam! Percebem as dores de cabeça que aquilo pode dar a quem esteja a fazer um doutoramento na coisa!!!

terça-feira, agosto 07, 2007

Portáteis a 150 euros? Façam as contas...

Ainda há quem não perceba a negociata que o Governo fez com as operadoras a propósito dos portáteis a 150€ para professores e papagueie a propaganda oficial. Uma questão para fazer pensar, então:

Pergunta: Se todas as escolas têm wi-fi gratuito para os professores e muitos também têm wi-fi em casa (ou podem ter por um preço razoável com base na sua ligação actual de internet), e o que não faltam por aí são pontos de acesso livre, por que razão é que os portáteis a 150 euros são vendidos obrigatoriamente com uma placa 3G?

Resposta: Com o portátil de 150 euros, os professores assinam um contrato de fidelização de 36 meses (?!) para o acesso à internet com a marca que fornece o portátil (TMN, Vodafone ou Optimus), com a mensalidade de 15 euros. Ora, 15 euros vezes 36 mensalidades são 540 euros que vão ser pagos ao longo do contrato.

150€ + 540€ = 690€ (fica mesmo baratinho, não é? Mais o que se há-de pagar por consumos extra, porque o tarifário da TMN, por ex., é o Banda Larga Light, com 1 GB de tráfego incluído)

Afinal, o "esforço financeiro" que as empresas de telecomunicações estão a fazer é apenas o que já fazem com os telemóveis, subsidiar o aparelho para recuperar o investimento nas mensalidades/consumo. Com a vantagem de pagarem a dívida com o estado. Não é um mau negócio, pois não?

Pergunta final, para quem ainda ficou com dúvidas: por que razão não é possível que um professor possa adquirir um destes computadores portáteis a 150 euros e prescindir da assinatura da internet?

segunda-feira, agosto 06, 2007

Sudoeste TMN 2007. Eu estive lá









Ó Eeeeelsa! este texto não podia começar de outra maneira.
Um bom cartaz, com grandes grupos, porém mal distribuído pelos três palcos.
Havia bandas que gostava de ter visto, mas não pude porque os horários coincidiam com bandas que eu ainda gostava mais de ver...

Aqui vou falar um bocado do "meu" festival. Quem lá esteve vai perceber melhor o texto... vou tentar, mas não vou conseguir, ser sintético.
Vamos por partes:
1ºDia: O dia em que o cartaz mais se adequava aos meus gostos musicais. Manu Chao era o concerto que eu mais esperava. Foi excelente e basicamente... partiu tudo. Só não foi melhor do que eu esperava porque as espectativas já eram tão altas que isso era impossível. Fiquei muito contente por ouvir os clássicos deste grande artista que vai renascer em Setembro, seis anos depois da edição do último album de originais.
Damian Marley superou as minhas espectativas, num concerto onde tocou grandes músicas suas, como por exemplo "Road to Zion" e "Welcome to jamrock" e também algumas do seu pai Bob Marley, que até me fizeram pele de galinha. Ser Marley sem viver à custa disso é um feito que se tem de reconhecer a Damian. Surpresa da noite: Ojos de Brujo. De Barcelona, mais uma banda de identidade e boa mensagem... ao estilo de Macaco. Viva la rumba!
Outro grande concerto foi o dos suecos I'm from Barcelona, que ficou para a história do SW e da própria banda, estou certo. Felicidade, amizade, balões, energia e confetis: eis os I'm from Barcelona, que são mais de 20 em palco. Mayra Andrade abriu bem o festival, apesar dos poucos que assistiam ao concerto. Gilberto Gil foi, para mim, o menos bom da noite. No entanto, impossível poupar energias...
Tive pena de não poder ter assistido aos Wray Gun, que, segundo relatos, passaram-se. O vocalista até escalou um poste da tenda! Já que falo na tenda Planeta Sudoeste, vi também os Claud (conheço um membro da banda), que representaram bem a nova música tradicional portuguesa.
2ºdia: Tá a saltar! Foi o dia em que me deitei mais cedo, tal era o cansaço dos concertos de Bonde do Rolê e Buraka Som Sistema. Bonde do Rolê é a loucura. Para os que estiveram a ver Cypress Hill: perderam o melhor concerto da tenda Planeta Sudoeste. Pelo que ouvi, também perdi dos melhores concertos do palco principal... agradeçam a convergência de horários à organização do festival... Quinze minutos e um RedBull depois: Buraka Som Sistema! A Blitz descreve o concerto como "Suado, malcriado e vibrante." Totalmente de acordo. Sempre a bombar. Conseguiram pôr o público todo de cócoras (pelo menos os das primeiras 15 filas...). Os Bonde do Rolê subiram ao palco com os Buraka, no concerto que marca o fim da participação de Petty nos BSS (que raio de frase...). Buraka entra, o som rebenta! Nota: bom senso terem atrasado uns minutos o concerto dos BSS, para não ser ao mesmo tempo que os Bonde do Rolê... era o que faltava! Duas bandas do mesmo estilo ao mesmo tempo...
Antes disto tudo: Cool Hipnoise estivaram bem, apesar do pouco público. Armandinho fez as delícias dos brasileiros que estavam presentes, e também dos portugueses. Fui-me embora a meio, para ver um Manif3stos. Voltei ao palco principal para os Outlandish, que me surpreenderam pela negativa. Tive pena dos Cinematics: entre Outlandish, Cypress Hill e Buraka, era difícil fazerem um grande espectáculo, devido ao público que estava lá para outras coisas. Gostei da garra e da persistência, embora tenha sido o menos vibrante do dia. Quase pediam desculpa... deviam ter tocado no último dia, ao lado de nomes mais ao seu estilo. Antes dos brasileiros Bonde, ainda tive tempo de voltar ao palco Positive Vibes para ver um pouco dos lendários Steel Pulse. Positive Vibes parece-me uma boa descrição para o pouco que vi deste concerto.

3ºDia: Nota negativa para os Koop, sem energia e sem capacidade para me agarrarem mais de 2 canções... e não fui só eu. Nota muito negativa para a organização do festival, por ter contratado uma banda de tributo (que toca só covers) aos Pink Floyd. Nome? Australian Pink Floyd. Pior: no palco principal, em "horário nobre" (ao contrário do que estava previsto).
Não sou grande fã de Pink Floyd, mas sei ver que é um insulto estar insinuado no programa oficial que esta cópia é melhor que os Pink Floyd originais... Get a job!

Muito bem estiveram os Air Traffic, no início. Poderoso e eficaz: no fim do concerto estava o triplo do público que estava nas primeiras músicas. Depois, fui ao Positive Vibes ver parte do concerto dos Stepacide. Reggea sem rastas, mas bom reggea. Sérgio Godinho fez um concerto curto, mas com mensagem. Ouviu-se "paz, pão, habitação, saúde, educação. Só há liberdade a sério quando pertencer ao povo o que o povo produzir", entre outros clássicos e novas canções.
Sam The kid ao seu estilo. É preciso tê-"los" para chamar ao palco a família, ou para chamar alguém do público para o acompanhar numa música, ou para fazer um acapella mais ou menos improvisado ou mesmo para passar música infantil (Mini stars) antes do poestas de karaoke... Sam The Kid não é "o" homem dos palcos, o que o torna bom no palco, quando quer. Não vi os Streets para me poupar para os Groove Armada. Estes fizeram o melhor concerto da noite, o que não era nada difícil. Muita luz, muitos graves, festa enfim. Ainda fui um bocado à tenda Silent Disco, um conceito que é giro durante 10 minutos. Trata-se de uma tenda, onde nos dão uns phones e escolhemos um dos 2 DJs que estão a passar som. Eles estão em competição para ter mais ouvintes que o outro. Como digo, é uma coisa nova... mais divertida para o DJ que para o ouvinte.

4ºDia: Arrisco-me a considerar o concerto dos Babylon Circus o melhor do festival. Custa-me, porque não os conhecia, mas tenho que o reconhecer. Ao nível de Manu Chao. Só dou melhor nota aos Babylon Circus porque não tinha prespectivas tão altas como tinha para o Manu Chao. E porque no Manu Chao havia uns atrasados mentais a fazer mosh, o que não vai nada com a mensagem de Manu Chao. E a culpa não é de Manu Chao... Mas no concerto dos franceses Babylon Circus tudo era totalmente diferente. Tudo a saltar, a curtir, a bater palmas, sem stresses (no concerto do Manu Chao cheguei a ver um gajo a sangrar). Além disso, o esforço de tentar falar português (mais ou menos bem conseguido) mostra preparação e respeito. A mensagem era parecida com a de Manu Chao, mas com letras menos elaboradas. Ganharam um fã incondicional. Um só? Claro que não!
Regressando ao início da noite: Albert Hammond Jr. E queriam pô-lo na tenda secundária... grande concerto, com pouca gente (segundo a Blitz, no palco secundário os Tara perdida apresentavam mais afluência). "É o gajo dos strokes!" Pois é, e isso nota-se na sua música.

Após Albert hammond Jr. fui para o Positive Vibes ouvir Allione K, num concerto medíocre. Se soubesse, tinha ficado no palco principal para os razorlight... Às 21:30 fui à tenda ParaRiso para ver o show de stand-up do Nilton. Ainda deu para ver Yellowman e o seu reggea bastante puro.
James foram os que se seguiram, já no palco TMN. Contagiante, mesmo para quem, como eu, não aprecia muito a banda. Toda a gente a cantar e aplaudir emotivamente a banda inglesa. Fica a promessa de um regresso para o ano, segundo Tim Booth. Após os Babylon Circus, fim de um grande festival, com grandes bandas e muito bom ambiente.
Já que falo em ambiente: regozijo-me perante o gajo que teve a ideia de criar os EcoTMN, pontos que se conseguem atravéz da apanha de lixo e empilhamento de copos vazios pelos festivaleiros. Os pontos podem ser trocados por uma imperial Green, uma animação Bungee-car (tinham que me pagar...) ou prioridade na entrada para a tenda Silent Disco. Não há nada melhor que ver festivaleiros a apanhar lixo do chão... é bonito, pá!
Outras iniciativas: Antena3, o melhor spot do festival (vejam aqui os vídeos), TMN: obrigado pelos chinelos, mas preferia ter visto os Wray Gun. Sapo Wash foi uma boa ideia (é uma espécie de linha de montagem, mas em duche... pesquisem, que eu não tou para explicar!) e o spot da Worten era bem dinamizado.
Resumindo: 4 dias muito bem passados, com boa música e bom convívio, sem problemas de maior e com um bom ambiente. Para o ano há mais.


Ver mais imagens no site da Blitz

quinta-feira, agosto 02, 2007

Nao ha palavras caras - Ideias

Ou falta delas ...


Nao, esta é mesmo a palavra cara (e rápida) de hoje !

«reprodução, através de uma imagem mais ou menos adequada, de um objecto que na realidade não está presente nos sentidos»

outra definição ..

No conceito de ideia é possível assim distinguir-se vários sinónimos :
conteúdo do pensamento : («Nunca pensei nisso!»
conteúdo da forma : («Logo às primeiras notas, surge a ideia da partitura!»
opinião : («Não gosto dessa ideia!»
aproximação mental : («Essa ideia aproxima-se da coisa!»
estima : («Com essa ideia, agora vais lá chegar!»
intenção : («A ideia é ir para a cama com ela!»
inovação : («É uma ideia promissora!»)


Que complicação para as ideias !! No inicio das Palavras Caras era bem mais fácil , ninguém quer dar umas sugestoezitas para as palavras ?

(Passando á frente o intervalo para a publicidade)

Para mim, ideias são "mensagens" que temos dentro da cabeça (tããããããõoooo cientifico) e que transmitem o que pensamos, os nossos principios, os sentiomentos e os ideais!
Nem sequer se aproximam de classificações em grupos e escalões !

Ideias são o que nos tornam diferentes dos outros, ideias diferentes ...
Se tivéssemos todos as mesmas ideias havia de ser bonito:
-Olha e que tal ..
-Também já pensei nisso!

Ah ah ! O pior é que não dava para copiar nos testes, os stôres tinham as mesmas ideias que nós e estávamos bem tramados ...

Hasta !